Avaliação da estabilidade oxidativa do óleo da monguba (pachira aquatica aubl) via espectroscopia de absorção e fluorescência uv-vis.
Estabilidade oxidativa, espectroscopia, óleo de monguba, Pachira aquatica, termo-oxidação.
O óleo de sementes de espécies vegetais tem despertado crescente interesse científico devido ao seu potencial de aplicação nas áreas alimentícia, farmacêutica, cosmética e energética. Nesse contexto, a espécie Pachira aquatica Aub., popularmente conhecida como monguba, destaca-se por apresentar sementes ricas em lipídios e compostos bioativos. Assim, o presente trabalho teve como objetivo extrair e caracterizar o óleo de monguba, bem como avaliar sua estabilidade oxidativa por meio de técnicas espectroscópicas. O óleo foi obtido a partir das sementes utilizando o método de extração sólido-líquido em sistema Soxhlet. Posteriormente, as amostras foram submetidas a condições controladas de termo-oxidação, por aquecimento a 110 °C, em diferentes intervalos de tempo, com o intuito de simular processos de envelhecimento oxidativo. As alterações estruturais e físico-químicas do óleo foram monitoradas por espectroscopia de absorção na região do ultravioleta-visível (UV-Vis), espectroscopia de fluorescência e espectroscopia no infravermelho com transformada de Fourier (FTIR). Os resultados indicaram que o tratamento térmico promoveu modificações graduais na estrutura molecular do óleo, especialmente em regiões associadas às insaturações lipídicas. Observou-se redução na intensidade de bandas relacionadas às ligações duplas e alterações nos perfis espectrais, evidenciando processos oxidativos progressivos. As técnicas espectroscópicas mostraram-se ferramentas eficientes para o acompanhamento dessas transformações, permitindo avaliar a estabilidade oxidativa do óleo ao longo do tempo. Dessa forma, os resultados obtidos contribuem para ampliar o conhecimento sobre as propriedades químicas do óleo de monguba e seu potencial de aplicação em diferentes setores industriais e biotecnológicos.