Banca de QUALIFICAÇÃO: PEDRO LUCAS SOARES

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : PEDRO LUCAS SOARES
DATA : 17/04/2026
HORA: 09:30
LOCAL: https://meet.google.com/qvg-meid-qvz
TÍTULO:

CARACTERIZAÇÃO FAUNÍSTICA EM UM AMBIENTE CÁRSTICO E UM AMBIENTE COSTEIRO DO RIO GRANDE DO NORTE COM BASE EM EGAGRÓPILAS DA SUINDARA (Tyto alba).

 


PALAVRAS-CHAVES:

Tyto alba, egagrópilas, ecologia trófica, morfometria geométrica, bioindicadora, Rio Grande do Norte.


PÁGINAS: 48
RESUMO:

A coruja Suindara (Tyto alba) exerce um papel ecológico crucial como predadora de pequenos vertebrados, e suas egagrópilas constituem uma ferramenta valiosa para estudos de dieta e de caracterização faunística de forma não invasiva. Este trabalho teve como objetivo caracterizar a dieta de Tyto alba e a fauna de pequenos vertebrados em dois ambientes contrastantes do Rio Grande do Norte: o ambiente cárstico do Lajedo de Soledade, em Apodi, e o ambiente costeiro da Praia de Upanema, em Areia Branca. As egagrópilas foram coletadas de forma passiva e ativa em ambos os locais, processadas em laboratório e analisadas mediante triagem de restos ósseos e identificação taxonômica com auxílio de microscopia. A composição da dieta foi quantificada com base no Número Mínimo de Indivíduos (NMI). Adicionalmente, foram realizadas análises de desgaste dentário para inferir a estrutura etária relativa dos roedores predominantes e morfometria geométrica de mandíbulas de Rattus sp. para investigar variações morfológicas. Os resultados revelaram uma dieta altamente especializada, dominada por roedores da família Muridae, especialmente Rattus norvegicus e Rattus rattus. A zona litorânea apresentou uma simplificação trófica acentuada, com consumo exclusivo de roedores sinantrópicos, enquanto a zona cárstica exibiu maior diversidade, incluindo marsupiais, aves, artrópodes e sementes. As análises de desgaste dentário e de forma mandibular sugeriram diferenças na vulnerabilidade das presas e em adaptações morfofuncionais associadas aos distintos contextos ambientais. Conclui-se que a dieta de Tyto alba reflete diferenças na disponibilidade de presas e no grau de antropização dos habitats, reforçando o potencial da espécie como bioindicadora da estrutura faunística em ambientes contrastantes do semiárido potiguar.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - SIMONE BAES DAS NEVES - UERJ
Presidente - 2431 - KLEBERSON DE OLIVEIRA PORPINO
Externo à Instituição - RODRIGO FERNANDES - UFERSA
Notícia cadastrada em: 09/04/2026 11:12
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