Banca de DEFESA: SANDRILENE MARIA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : SANDRILENE MARIA SILVA
DATA : 01/09/2026
HORA: 14:00
LOCAL: AUDITÓRIO DO PRODEPE
TÍTULO:

Avaliação da estabilidade oxidativa do óleo da monguba (Pachira aquática aubl.) via espectroscopia de absorção e fluorescência UV-vis.

 


PALAVRAS-CHAVES:

Estabilidade oxidativa, espectroscopia, óleo de monguba, Pachira aquatica, termo-oxidação.

 


PÁGINAS: 93
RESUMO:

O óleo de sementes de espécies vegetais tem despertado crescente interesse científico em razão de seu potencial de aplicação nos setores alimentício, farmacêutico, cosmético e energético. Nesse contexto, a Pachira aquatica Aubl., conhecida popularmente como monguba, destaca-se por apresentar sementes ricas em lipídios e compostos bioativos, constituindo uma matéria-prima de interesse tecnológico. Este trabalho teve como objetivo avaliar a estabilidade oxidativa do óleo de monguba submetido à termo-oxidação, utilizando técnicas espectroscópicas para monitorar as alterações químicas e estruturais decorrentes do aquecimento. O óleo foi obtido a partir das sementes por extração sólidolíquido em sistema Soxhlet e caracterizado por índice de acidez, análise termogravimétrica (TG/DTG), espectroscopia de absorção no ultravioleta-visível (UV-Vis), espectroscopia de fluorescência e espectroscopia no infravermelho com transformada de Fourier (FTIR). Para o estudo da estabilidade termo-oxidativa, as amostras foram submetidas a aquecimento controlado a 110 °C em diferentes intervalos de tempo. Os resultados evidenciaram que o óleo de Pachira aquatica apresentou elevada estabilidade oxidativa durante grande parte do período de aquecimento, com modificações mais pronunciadas nas etapas finais do tratamento térmico. Na região do UV-Vis, foram observadas alterações progressivas nas regiões espectrais associadas à formação de sistemas conjugados, indicando a evolução de processos oxidativos. A fluorescência estacionária evidenciou modificações no perfil e na intensidade dos fluoróforos presentes no óleo, associadas ao consumo de compostos fluorescentes naturais e à formação de novas espécies durante a degradação. A fluorescência resolvida no tempo apresentou comportamento diferenciado dos componentes de decaimento, destacando-se a estabilidade de τ₃, a redução de τ₁ e o aumento de τ₂ nas etapas finais da termo-oxidação, indicando alterações no microambiente molecular das espécies fluorescentes. A análise por FTIR revelou modificações nas bandas relacionadas às ligações duplas e à região de carbonila, embora as alterações estruturais mais intensas tenham sido observadas apenas nos estágios avançados do tratamento. Em conjunto, os resultados demonstraram que as técnicas espectroscópicas foram capazes de detectar e acompanhar diferentes etapas da degradação oxidativa do óleo, apresentando vantagens relacionadas à rapidez, ao baixo consumo de amostra, à natureza não destrutiva e à possibilidade de monitoramento sequencial das alterações químicas. Dessa forma, o estudo contribui para a caracterização da estabilidade termo-oxidativa do óleo de monguba e demonstra o potencial das técnicas espectroscópicas como ferramentas complementares aos métodos convencionais de avaliação da qualidade e estabilidade de óleos vegetais.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - CARLOS MONTEIRO DE LIMA - IFRN
Interna - 7961 - ANNE GABRIELLA DIAS SANTOS CALDEIRA
Presidente - 12768 - KEURISON FIGUEREDO MAGALHÃES
Notícia cadastrada em: 28/08/2026 08:51
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação - STI/UERN - (84) 3315-2222 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - app02-uern-ubuntu.sistemas.ufrn.br.producao02-uern