Banca de DEFESA: SAMYRA KELLY DE LIMA MARCELINO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : SAMYRA KELLY DE LIMA MARCELINO
DATA : 14/09/2026
HORA: 14:00
LOCAL: meet.google.com/mfj-ocsb-uem
TÍTULO:

Kunhã-y Katu: Mulheres do Rio Katu na luta indígena pelo território Potiguara Katu (RN)


PALAVRAS-CHAVES:

Mulheres Indígenas; Território; Rio Katu; Saberes Tradicionais; Conflitos socioambientais.


PÁGINAS: 100
RESUMO:

Esta dissertação analisa as relações entre mulheres indígenas Potiguara, território e práticas socioambientais na comunidade Katu, localizada entre os municípios de Goianinha e Canguaretama, no litoral sul do Rio Grande do Norte, com ênfase na relação mulher–Rio Katu (Kunhã-y Katu). Parte-se da compreensão do Rio Katu como elemento central da memória biocultural e como espaço fundamental para o bem-viver, a alimentação e a cultura da comunidade. A pesquisa, de abordagem qualitativa, fundamenta-se na etnografia e na cartografia social, articulando observação participante, pesquisa-ação e entrevistas semiestruturadas com mulheres indígenasPotiguara. O objetivo foi compreender as relações estabelecidas pelas mulheres com o Rio Katu e etnomapear, de forma coletiva, as principais áreas de uso comunitário, considerando as dimensões socioambiental, cultural e dos conflitos socioambientais, a partir de seus etnoconhecimentos e cosmovisões. Os resultados evidenciam que o Rio Katu é indissociável do corpo-território das mulheres, em uma relação na qual se entrelaçam memória, tradição, espiritualidade e identidade, sendo reconhecido por elas como um familiar. As narrativas revelam práticas cotidianas vinculadas às suas águas, como agricultura, pesca e usos domésticos, ao mesmo tempo em que evidenciam transformações socioambientais decorrentes do avanço da monocultura da cana-de-açúcar, incluindo desmatamento, poluição, assoreamento e contaminação por agroquímicos. Destaca-se o protagonismo das mulheres indígenas do Coletivo Mulheres da Resistência Katu na defesa do território, por meio de ações como mutirões de limpeza, reflorestamento e práticas educativas, diante de desafios relacionados ao racismo ambiental, ao machismo e à ausência de políticas públicas. Conclui-se que a cartografia social se configura como processo metodológico, político e pedagógico de produção coletiva do conhecimento, contribuindo para a visibilização dos saberes tradicionais, o fortalecimento do protagonismo feminino e da luta socioambiental pela proteção do território. Nesse contexto, a continuidade do Rio Katu encontra-se indissociavelmente vinculada à continuidade da vida, dos saberes e dos modos de existência das mulheres Potiguara Katu.


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - LÚCIO KEURY ALMEIDA GALDINO - UERR
Externo à Instituição - ANDREY LUNA SABOIA - IFRN
Interno - 1645 - RAMIRO GUSTAVO VALERA CAMACHO
Presidente - 4547 - RODRIGO GUIMARÃES DE CARVALHO
Notícia cadastrada em: 08/09/2026 11:08
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