Banca de DEFESA: VITÓRIA ÁVILA DE SOUZA MEIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : VITÓRIA ÁVILA DE SOUZA MEIRA
DATA : 21/11/2024
HORA: 15:00
LOCAL: Defesa híbrida
TÍTULO:

INFÂNCIA ONLINE: REFLEXÕES SOBRE A HIPERSEXUALIZAÇÃO DA “MENINA LILÁS” NO INSTAGRAM


PALAVRAS-CHAVES:

Infância. Adultização. Redes Sociais.


PÁGINAS: 186
RESUMO:

NO reconhecimento de crianças e adolescentes como sujeitos de direitos é um processo histórico marcado por avanços e retrocessos, transpassado por fluxos, influxos e marcado por inúmeras violações que persistem ainda nos dias de hoje permeado por inúmeras violações que ainda persistem. Apesar das conquistas, esses sujeitos continuam a enfrentar indiferença em relação à sua condição peculiar de desenvolvimento, agravada pelos impactos das novas tecnologias e redes sociais. Embora esses ambientes digitais ofereçam oportunidades de aprendizagem e entretenimento, também se tornaram espaços de violação de direitos. Nesse contexto, o presente estudo busca explorar as relações entre adultização, mídia e hipersexualização de meninas no Instagram, com foco no perfil "Menina Lilás". O estudo aprofunda-se no fenômeno da adultização e hipersexualização nas redes sociais, especificamente no Instagram, onde meninas estão cada vez mais expostas. Analisamos o perfil da "Menina Lilás", adotando tarjas nas imagens coletadas através de prints dos conteúdos compartilhados no seu perfil do Instagram e um nome fictício (“Menina Lilás”) para preservar a identidade da criança, embora saibamos que o perfil é público e que pode haver identificação do sujeito da nossa pesquisa nos propomos a amenizar os possíveis efeitos dessa exposição. Nosso estudo ocorreu durante o período de 2022 e 2023, e percorreu uma análise que engloba o período da pandemia da Covid-19, assim, em alguns momentos faremos referências a este período, no que tange ao uso das novas tecnologias. Nesta discussão objetivamos: apreender as implicações da adultização na infância e o processo de hipersexualização de meninas influenciadoras no Instagram, para tanto, elencamos como objetivos específicos: a) identificar as expressões da adultização e consequente hipersexualização de meninas influenciadoras no Instagram a partir do perfil da “Menina Lilás”; e b) reflexionar acerca da apropriação dos corpos de meninas influenciadoras na rede social Instagram.  Para a nossa fundamentação teórica, utilizamos autoras e autores, como Ariès (2022), Paiva (2009), Postman (2012), Priore (2010), Martins (2020), e Recuero (2009), que se debruçaram a estudar sobre as temáticas aqui discutidas. A nossa pesquisa possui caráter bibliográfico e documental, tendo em vista que o uso de imagens/vídeos se constitui em documentos. Durante as nossas análises, identificamos no perfil a presença de conteúdos adultizados e cenas que hipersexualizam a criança, pudemos perceber que a Menina Lilás possui uma convivência mais frequente com adultos do que com outras crianças. Nesse contexto, percebemos que há um reforço da adultização presente nos dias de hoje e que espaços virtuais, como o Instagram, também têm contribuído na hipersexualização de meninas. Tais elementos nos levaram a reflexionar que há muitos desafios na garantia dos direitos das crianças e adolescentes, os quais têm sido potencializados pelo uso excessivo de telas e acesso indevido nas redes sociais. E que há um significativo impacto na infância, especialmente de meninas, nos possibilitando compreender os processos históricos que vinculam a adultização e hipersexualização de meninas à dinâmica das redes sociais, como o Instagram.


MEMBROS DA BANCA:
Externa à Instituição - GISELE CAROLINE RIBEIRO ANSELMO
Interna - 1609 - GLAUCIA HELENA ARAÚJO RUSSO
Presidente - 12927 - SUAMY RAFAELY SOARES
Notícia cadastrada em: 13/11/2024 16:27
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