Cisheteropatriardo e desafios enfrentados por mulheres trans e travestis para sobrevivência no Brasil contemporâneo
cisheteropatriarcado, mulheres trans, travestis, divisão sexual do trabalho.
Apresentamos como objetivo geral desta dissertação: Analisar particularidades
das mulheres trans e travestis na sociedade cisheteropatriarcal brasileira
contemporânea. E, como objetivos específicos: compreender determinações da
divisão socio-sexual trabalho na sociedade cisheteropatriarcal brasileira e seus
rebatimentos sobre os direitos das mulheres trans e travestis no Brasil; Identificar
dificuldades e demandas das mulheres trans e travestis para sobreviverem frente às
violências e violações patriarcais. Para tanto, realizamos uma pesquisa bibliográfica
e documental, guiadas pelo materialismo histório-dialético. Diante do mercado de
trabalho brasileiro, no qual contraditoriamente a adesão das novas Tecnologias da
Informação e Comunicação (TIC´s) possibilitam cotidianamente grandes avanços
profissionais. Estas mulheres de identidade de gênero dissidentes, estão sujeitas a
serem as mais exploradoras, violentadoras, vulnerabilizadas e estigmatizadas. Há
uma significativa ausência de políticas sociais efetivas que garantam a inserção e
permanência das mesmas em trabalhos formais e regulamentados, e o acesso a
diversos outros direitos sociais e de cidadania como educação, para obter a chance
de profissionalização adequada e necessária para postos mais seguros de trabalho.
Além disso, algumas leis nacionais como leis trabalhistas e previdenciárias, não
consideram as particularidades da vida e dificuldade de sobrevivência das mulheres
trans e travestis, que em sua maioria se dedicam as formas de trabalho mais
precarizadas, como a prostituição, e habitam as regiões de maior vulnerabilidade
social, em suas configurações. Concluímos ainda, que a realidade das mulheres
trans e travestis no Brasil tem sido marcada por baixa expectativa de vida e muitas
violências e violações, com destaque para os crimes de violência por transfobia.