Banca de DEFESA: MARIA JOSÉ BATISTA DE SOUSA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MARIA JOSÉ BATISTA DE SOUSA
DATA : 19/12/2024
HORA: 14:30
LOCAL: Auditório da Faculdade de Serviço Social
TÍTULO:

DISCUTINDO A NEGRITUDE: uma narrativa de si em dialogo com as/os estudantes da Escola Luciano Freire de Farias de Piancó-PB


PALAVRAS-CHAVES:

negritude; racismo; identidade;


PÁGINAS: 167
RESUMO:

Este trabalho é resultado das vivências de uma jovem negra em uma sociedade racista que desvaloriza a negritude e tem o branco como modelo de humanidade. Sua ideia central foi mostrar como estudantes se relacionam com a negritude, dialogando com as experiências da autora, que também é sujeito da pesquisa, pois teve a todo momento uma participação ativa com seus relatos e narrativas. Assim, teve como objetivo analisar como esses sujeitos supracitados se reconhecem com a negritude e como ocorre o processo de formação da identidade racial deles. Para chegar a esse objetivo, o estudo aborda: os reflexos psicológicos do racismo na vida das pessoas negras e dos diversos traumas e dores vivenciados; como a construção social da raça contribuiu para criar uma hierarquia em que brancos são superiores e negros inferiores; como a política de branqueamento contribuiu para reforçar a ideia de supremacia branca e ainda como a negritude se tornou uma forma de se libertar da opressão da branquitude. Racismo e negritude foram as categorias trabalhadas a partir de uma pesquisa bibliográfica que possibilitou o diálogo com autores de referência do tema e o aprofundamento desse debate. Dentre eles, destaco: Isildinha Baptista (2021), Kabengele Munanga (2020), Aimé Césaire (2010), Cida Bento (2022) e Frantz Fanon (2008). Por meio do uso dos métodos da escrevivência e da narrativa autobiográfica, foi possível dar base ao estudo de si e dar um caráter científico a esta pesquisa que, comungando com a pesquisa qualitativa, considera a subjetividade humana. A pesquisa foi realizada na Escola Luciano Freire de Farias. Para ter um contato mais próximo com os estudantes, foram realizadas oficinas. Sua aplicação ocorreu de forma bastante dinâmica com confecção de desenhos, realização de dinâmicas e perguntas que possibilitaram uma compreensão acerca de elementos importantes para contemplar os objetivos deste trabalho. Com elas, buscou-se analisar o pertencimento racial das/dos estudantes, os conhecimentos históricos e culturais a respeito dos seus ancestrais e a importância da representação negra. Foi possível trazer algumas reflexões sobre sua relação com a identidade negra. Cada resposta das/dos estudantes fez refletir sobre o que pessoas negras vivem constantemente: racismo e discriminação e uma desvalorização de sua identidade, o que afeta diretamente a construção de ser negro. Esses sujeitos, ao terem sua negritude socialmente invisibilizada, podem encontrar desafios para se conectarem com ela. Nesse sentido aponta-se a escola como interventora para se ter uma educação antirracista e buscar formas para a efetivação da lei 10.639/2003, relacionada ao ensino da história e cultura afro-brasileira e da África, pois há uma necessidade de uma maior valorização da comunidade negra, já que hegemonicamente brancos dominam o modelo de representação. Este trabalho mostrou que os movimentos sociais e as diversas militâncias foram de fundamental importância para negras/os se libertarem da dominação da branquitude, mas que temos muito para lutar para ter nossa identidade negra e negritude dignificadas.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 3815 - TOBIAS ARRUDA QUEIROZ
Interna - 3280 - MIRLA CISNE ALVARO
Externa à Instituição - RENÍSIA CRISTINA GARCIA FILICE - UnB
Notícia cadastrada em: 18/12/2024 08:08
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