VELHO DILEMA, NOVOS DESAFIOS: exercício profissional do assistente social na Proteção Social Básica
Assistencialismo; Assistente Social; Exercício profissional; Política de Assistência Social; Proteção Social Básica;
O assistencialismo, convencionalmente, permeou o debate acerca da assistência social e, atualmente, apesar do seu reconhecimento jurídico enquanto Direito Social tem sido perceptível a recorrência à essas relações. Frente a este desafio os assistentes sociais têm padecido com a restauração de antigas requisições profissionais, sendo comum que suas abordagens interventivas sejam postas no campo da seleção e fiscalização burocrática dos pobres, especialmente, no campo da Proteção Social Básica, tendo em vista a expansão e visibilidade dos benefícios socioassistenciais ante o avanço do neoliberalismo. Considerando isso estabelecemos como objetivo analisar o exercício profissional dos assistentes sociais que atuam na Proteção Social Básica da Política de Assistência Social no município de Cajazeiras- PB. Para tanto, buscamos a) refletir sobre a inserção dos/as assistentes sociais como trabalhadores/as da assistência social; b) registrar as demandas e exigências no âmbito institucional que interferem na ação e objetivos dos/as assistentes sociais, e, c) identificar se o assistencialismo perpassa o exercício profissional dos/as assistentes sociais. Em relação aos processos metodológicos, o presente estudo foi permeado pelo método dialético-crítico; de caráter exploratório e de campo, situando-se no âmbito qualitativo. Na pesquisa de campo aplicamos a técnica de entrevista semiestruturada seguindo um roteiro pré-estruturado e, em decorrência do contexto pandêmico vivenciado no período da pesquisa a entrevista foi realizada via Google Meet. O projeto de pesquisa foi apresentado e aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) e permitiu evidenciar as tensões entre a viabilização de direitos e a correlação de forças na instituição; as demandas sociais e as exigências institucionais que acirram o sincretismo da prática profissional; identificar em que circunstâncias o assistencialismo restaura-se no exercício profissional e como esses fatores relacionam-se à saúde mental dos assistentes sociais e as percepções e expectativas que os usuários e chefias possuem em relação a estes profissionais.