Banca de QUALIFICAÇÃO: ANALIA VITORIA COSTA FERREIRA

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ANALIA VITORIA COSTA FERREIRA
DATA : 31/07/2026
HORA: 15:00
LOCAL: Google Meet
TÍTULO:

QUANDO TODO O CORPO FALA: CONFIGURAÇÕES ESTÉTICAS NOS SLAMS DE ISABELA PENOV


PALAVRAS-CHAVES:

Slam. Subalternidade. Metáfora Viva. Mote. Performance.


PÁGINAS: 68
RESUMO:

O slam, enquanto prática poético-performática, constitui um espaço de circulação e visibilidade
para diversos artistas contemporâneos. Nesse contexto, insere-se a produção de Isabela Penov,
considerando sua participação em eventos como o “ZAP! Slam especial – Autores em Cena” -
Itaú Cultural, - São Paulo, 2013. Na ocasião, Penov performou três de suas composições:
Bandido é quem anda em bando; Riso Perdido; e O que você já não é. Sendo assim, a
dissertação em construção focaliza os textos mencionados como corpus, objetivando analisar
as recorrências que permeiam sua escrita nesse recorte, sendo elas: a temática de seus textos, o
uso da metáfora e o emprego de estruturas repetitivas – que desempenham função de mote –
enquanto recursos estilísticos de sua poesia. Ademais, a análise de sua performance também
integra nosso propósito analítico. Assim, no eixo temático, observa-se a tensão entre as vozes
marginalizadas mobilizadas pelos poemas e as estruturas hegemônicas às quais procuram se
dirigir, fazendo emergir o conceito de subalternidade, discutido a partir de Spivak (2010). No
âmbito da metáfora enquanto possibilidade de escrita, o ponto central passa pela discussão de
Ricoeur (2000), propondo essa figura como elemento de redescrição da realidade, isto é, uma
Metáfora Viva. Nos capítulos que ainda estão em produção, para tratar do mote, pretende-se
dialogar com Bosi (1977) e Paz (1982), que investigam os efeitos da repetição na linguagem
poética, bem como Câmara Cascudo (1984), ao trazer as origens e os elementos estéticos de
características que integram vertentes que dialogam com o slam, tais como a cantoria e o cordel.
Quanto à performance, tem-se Zumthor (2007) e Martins (2021) na discussão que relaciona
performance e oralidade; Taylor (2013) para falar da performance cultural e cotidiana; bem
como Cravero (2011) na exploração da vocalidade enquanto recurso performático. Logo, a
partir desses quatro eixos, busca-se compreender como a escrita e a performance de Isabela
Penov articulam recursos formais e discursivos na construção de uma poética voltada à
denúncia social e à mobilização coletiva.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 12233 - CONCÍSIA LOPES DOS SANTOS
Interno - ***.888.504-** - EDSON SOARES MARTINS - URCA
Interna - 12627 - VANESSA BASTOS LIMA
Notícia cadastrada em: 10/08/2026 07:52
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