Banca de DEFESA: MARCO AURELIO LINHARES BEZERRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MARCO AURELIO LINHARES BEZERRA
DATA : 24/03/2026
HORA: 16:00
LOCAL: Online
TÍTULO:

A “LOUCURA” COMO LIBERDADE ERÓTICA NOS CONTOS LÍDIA, MARIDO E OBSCENIDADES PARA UMA DONA DE CASA


PALAVRAS-CHAVES:

 

 Lídia Jorge; Maria Teresa Horta; Ignácio de Loyola Brandão; repressão; casamento.


PÁGINAS: 68
RESUMO:

O presente trabalho traça como norte o objetivo de analisar as nuances da repressão do desejo erótico das personagens femininas dos contos Marido (2014) de Lídia Jorge; Lídia (2014) de Maria Teresa Horta, e Obscenidades para uma dona de casa (2008), de Ignácio de Loyola Brandão. Nessa esteira, se discutiu como essas personagens foram atingidas em suas potencialidades eróticas, mediante a vivência que reprime os seus anseios, e de ataques que surgem em várias frentes a partir de um agente repressor que toma corpo nas personagens masculinas das referidas narrativas. Tais personagens são reprodutoras e que reforçam as convenções sociais que se opõem às liberdades individuais femininas. Além disso, foram observadas as estratégias de fuga adotadas pelas protagonistas, que em meio a momentos de “loucura”, procuram se desvencilhar, mesmo que temporariamente, da situação de aniquilamento a que são submetidas. Para tanto, a presente pesquisa bibliográfica, de natureza qualitativa e caráter crítico-analítico, valeu-se de autores como Anthony Giddens (1993), Octávio Paz (1994), Georges Bataille (2021), Denis de Rougemont (1988), Foucault (1972), Miguel Real (2012, 2025), Eduardo Lourenço (1966), Alfredo Bosi (2015), Regina Dalcastagnè (2022), Maria Aparecida da Costa (2015), trazendo as considerações teóricas que orientam o desenlace das análises aqui empreendidas. Além disso, foram utilizados outros livros, artigos, dissertações, teses e entrevistas, que contribuíram para a fundamentação da dissertação. Com isso, concluiu-se que as personagens das narrativas analisadas são fortemente influenciadas pelas convenções patriarcalistas que ordenam a relação matrimonial em certos contextos, sendo, por isso, levadas à permanecer em casamentos nos quais vivem situações de repressão, podendo desvencilhar-se desta violência apenas quando empreendem adotar comportamentos atípicos à sua condição convencional, assim, passando a ser vistas como sujeitos acometidos por algum grau de enlouquecimento.

 

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 5329 - MARIA APARECIDA DA COSTA
Interna - 12627 - VANESSA BASTOS LIMA
Externo ao Programa - 12595 - FRANCISCO EDSON GONÇALVES LEITE - UERNExterna à Instituição - NATÁLIA MARÍLIA MASSA CONSTÂNCIO
Notícia cadastrada em: 23/03/2026 11:10
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