Banca de QUALIFICAÇÃO: LUCAS MAIA GOMES

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LUCAS MAIA GOMES
DATA : 25/09/2026
HORA: 09:00
LOCAL: Qualificação remota
TÍTULO:

MULHERES E MÃES EM O NOVO SISTEMA E O VISITANTE, DE HILDA HILST



PALAVRAS-CHAVES:

Mulheres. Maternidade. Sistema Patriarcal. Teatro brasileiro. Teatro de Hilda Hilst.



PÁGINAS: 95
RESUMO:

Hilda Hilst (1930-2004), cuja carreira literária foi intensamente profícua ao longo de mais de cinquenta anos, escreveu poesia, ficção em prosa e, também, dramaturgia. O teatro, na vida da autora, surgiu num momento de grandes mudanças pessoais, quando optou pelo autoisolamento no interior paulista, em sua Casa do Sol, durante os anos iniciais da Ditadura Militar brasileira (1964-1985). A produção literária teatral hilstiana dialoga com os horrores perpetrados pelo Estado ditatorial e contra ele. Emergiu, através de oito peças, no influxo da emergência política do país e dos movimentos sociais reivindicatórios, como o feminismo em fins dos anos 1960, assumindo um caráter pioneiro na dramaturgia realizada por mulheres no Brasil. A opressão contra as mulheres e a condição feminina, temas em voga no movimento feminista daquele contexto, reflete diretamente nos enredos de O novo sistema (2023) e O visitante (2018), peças hilstianas que inserem três personagens mulheres – Mãe, Ana e Maria – em contextos de opressão social e masculina, assinalando, sobretudo, a existência de hierarquias e divisões sociais de trabalho entre os sexos, impondo desigualdades e desequilíbrios entre homens e mulheres nos mundos-limites construídos por Hilst. A maternidade, uma das faces impostas pela divisão sexual do trabalho, intimamente ligada à constituição da família, também é evocada nas duas peças, incidindo sobre as formas como Mãe, Ana e Maria lidam com essa dimensão em suas vidas. Este trabalho objetiva, de modo geral, analisar as configurações comportamentais das mulheres e das mães em duas peças de Hilda Hilst, sendo elas O novo sistema (2023) e O visitante (2018). Com isso, buscamos, através de uma metodologia interpretativa e comparada, articular literatura teatral e teoria crítica feminista, com enfoque no comportamento feminino e na maternidade. Nesse sentido, tomamos como auxílio os embasamentos teóricos sobre a trajetória literária de Hilda Hilst através de autores como Folgueira e Destri (2018), Pallottini (1999), Diniz (2013) e Vincenzo (1992); acerca do contexto ditatorial brasileiro, assim como a presença e luta de resistência movida pelo teatro, nos calcamos em Motta (2021), Gaspari (2002), Boal (2009) e Prado (1987); com relação aos estudos feministas, Saffioti (2015), Lerner (2019), Perrot (2019), Bourdieu (2025), Kergoat (2009) e Zolin (2009) contribuem com as análises realizadas; outrora, Roudinesco (2003) e Devreux (2009) nos auxiliam sobre a família; a respeito da maternidade, nos baseamos em Badinter (2024), Urzaiz (2024) e Collin e Laborie (2009); outros autores contribuem para a análise desenvolvida neste trabalho.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 12610 - BEATRIZ PAZINI FERREIRA
Interna - 12233 - CONCÍSIA LOPES DOS SANTOS
Externa ao Programa - 12243 - FRANCISCA LAILSA RIBEIRO PINTO - UERNExterno à Instituição - JEFFERSON GUSTAVO DOS SANTOS CAMPOS - UNIR
Externa à Instituição - WILMA DOS SANTOS COQUEIRO - UEM
Notícia cadastrada em: 17/09/2026 09:58
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