ENSINO E DESENVOLVIMENTO DE CRIANÇAS COM TEA NA EDUCAÇÃO INFANTIL: A CONTRIBUIÇÃO DO ATENDIMENTO EDUCACIONAL ESPECIALIZADO SOB A PERSPECTIVA DA TEORIA DA SUBJETIVIDADE
Transtorno do Espectro Autista. Educação Infantil. Atendimento Educacional Especializado. Inclusão Escolar. Teoria da Subjetividade
O ensino e o desenvolvimento de crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA) na Educação Infantil constituem um desafio no contexto da educação inclusiva, exigindo práticas pedagógicas que considerem as singularidades dos sujeitos e favoreçam sua participação, aprendizagem e desenvolvimento integral. Neste cenário, o Atendimento Educacional Especializado (AEE), como serviço de apoio pedagógico articulado à sala comum, tem contribuído significativamente par o processo de ensino e de desenvolvimento da criança com TEA. Assim, este estudo teve como objetivo investigar como as práticas pedagógicas desenvolvidas no AEE contribuem para o ensino e o desenvolvimento de crianças com TEA na Educação Infantil, sob a perspectiva da Teoria da Subjetividade. A pesquisa fundamenta-se na perspectiva teórica da Teoria da Subjetividade desenvolvida por González Rey (1997; 2005; 2017), em diálogo com Mitjáns Martínez (2006; 2014), Cunha (2016; 2023), Tacca (2014), Mantoan (2015), Kramer (2006) e Pletsch (2014), compreendendo o desenvolvimento como processo singular e relacional. Metodologicamente, insere-se no tipo de pesquisa com princípios da Epistemologia Qualitativa, com abordagem da metodologia construtivo-interpretativa. Participaram do estudo oito professoras de quatro Unidades de Educação Infantil da rede municipal de ensino de Mossoró-RN. Como instrumentos de construção de informações, utilizaram-se entrevistas semiestruturadas, observações, complemento de frases e a redação. Os resultados revelam que o AEE, quando articulado à sala regular, favorece a participação e o desenvolvimento das crianças com TEA, destacando-se a organização da rotina, o uso de recursos lúdicos e a mediação pedagógica. Também foram identificados desafios relacionados às condições de trabalho, ao tempo para planejamento colaborativo e à formação docente. Com o estudo, conclui-se que o AEE contribui para a construção de práticas pedagógicas mais inclusivas, ampliando as possibilidades de desenvolvimento das crianças e oferecendo contribuições ao campo da educação inclusiva.