Banca de DEFESA: MARISTELA PEREIRA DE ARAÚJO

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MARISTELA PEREIRA DE ARAÚJO
DATA : 01/10/2026
HORA: 18:00
LOCAL: Uern - Campus Central
TÍTULO:

PARA ALÉM DO 13 DE MAIO: O PÓS-ABOLIÇÃO NO SERIDÓ POTIGUAR NAS PÁGINAS DO JORNAL O POVO (1889-1892) E SUAS POSSIBILIDADES PARA UM ENSINO DE HISTÓRIA ANTIRRACISTA NO ENSINO MÉDIO


PALAVRAS-CHAVES:

Pós-Abolição. Seridó Potiguar. Imprensa Oitocentista. Ensino de História. Antirracismo.


PÁGINAS: 93
RESUMO:

Esta dissertação, desenvolvida no âmbito do Mestrado Profissional em Ensino de História (ProfHistória/UERN), investiga as representações e formas de agência dos libertos e de sua descendência no Sertão do Seridó potiguar durante a transição do Império para a República (1889–1892), propondo caminhos para um ensino de História antirracista na Educação Básica. A pesquisa contesta a narrativa memorialística tradicional que confinou a presença negra no interior do Rio Grande do Norte ao cativeiro e propagou o mito da homogeneidade étnica branca na região. Toma-se como corpus documental central o jornal O Povo, impresso na então Cidade do Príncipe (atual Caicó/RN), cujos exemplares foram acessados via Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. Fundamentada nos aportes teóricos da História Social e do paradigma indiciário (THOMPSON; GINZBURG), nas reflexões sobre racialização, silenciamento e representação (MATTOS; SCHWARCZ; SAID; TROUILLOT) e nas abordagens sobre a imprensa como sujeito histórico (LUCA; BARBOSA; LE GOFF), a investigação e análise demonstra que, embora o periódico veiculasse discursos de aparência cientificista, eugenista e higienista orientados à disciplinarização do trabalho e ao controle social da pobreza, os libertos desestabilizaram os projetos de tutela patronal e estatal. Por meio do cruzamento de notícias de violência, disputas de custódia e tutela de menores, conflitos judiciais, entesouramento e manifestações culturais, revelam-se arranjos de sobrevivência, estratégias de autonomia e a afirmação da cidadania negra no pós-Abolição. Como resultado da articulação entre a pesquisa historiográfica e a prática docente, elaborou-se um produto educacional composto por uma sequência didática em oficinas voltadas ao Ensino Médio, visando ao desenvolvimento do letramento de fontes, da empatia histórica e do pensamento crítico reflexivo no combate ao racismo recreativo e à desinformação no presente.


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 7969 - ARYANA LIMA COSTA
Presidente - 5381 - FRANCISCO LINHARES FONTELES NETO
Externa à Instituição - PAULA REJANE FERNANDES - UFRN
Notícia cadastrada em: 21/09/2026 10:35
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