Banca de DEFESA: ADRIANO DA SILVA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ADRIANO DA SILVA
DATA : 23/09/2026
HORA: 09:00
LOCAL: via Google Meet
TÍTULO:

EDUCAÇÃO ANTIRRACISTA E ENSINO DE HISTÓRIA: A EXPERIÊNCIA DO PROJETO CONSCIÊNCIA NEGRA EM UMA ESCOLA MUNICIPAL DE BARAÚNA, RIO GRANDE DO NORTE (2024 - 2025)


PALAVRAS-CHAVES:

Educação antirracista, Escola, Racismo, Consciência Negra, Biblioteca Antirracista, Relações Étnico-Raciais.


PÁGINAS: 276
RESUMO:

O presente trabalho investiga a implementação do Projeto Consciência Negra na Escola Municipal Manoel de Barros, situada no município de Baraúna/RN, como ferramenta de promoção de uma educação antirracista. Esta pesquisa teve como objetivo geral analisar a experiência do Projeto Consciência Negra na Escola Manoel de Barros, compreendendo suas contribuições para o Ensino de História sob uma perspectiva antirracista. Especificamente buscou-se examinar como as ações do projeto impactam a construção das identidades discentes e a reflexão sobre novas linguagens e fontes históricas, Investigar as estratégias, limites e possibilidades enfrentados pelos professores no cotidiano escolar para a efetivação da Lei no 10.639/2003, construir coletivamente a Biblioteca Antirracista Manoel Barros Sobrinho como produto educacional e intervenção permanente no acervo escolar. O arcabouço teórico articula o Ensino de História e a educação antirracista, ancorando a dimensão estrutural do racismo em Oliveira (2021), em dissonância a ideia de racismo estrutural as discussões se fundamenta em Souza (2021) na defesa de racismo multidimensional e Sodré (2023), com a ideia de que o racismo no Brasil não tem uma estrutura de segregação étnica ou racial, as reflexões sobre memória, identidade e superação da narrativa única em Bittencourt (2007) e Adichie (2009). Os dilemas da implementação das Leis no 10.639/03 e 11.645/08 e a escrita biográfica apoiam-se em Mariz (2023; 2024). As táticas docentes e a educação problematizadora fundamentam-se em Certeau (1998) e Freire (1987), ao passo que a metodologia da aula-oficina, o uso investigativo de fontes e as mídias digitais embasam-se em Cainelli (2021), Gago (2020) e Costa (2019). A metodologia adotada foi a pesquisa-ação em formato de estudo de caso com abordagens qualitativas e quantitativas. Os dados foram coletados por meio de questionários, entrevistas, observações e atividades pedagógicas, objetivando ouvir as vozes, inquietações e perspectivas dos/as estudantes, como também dos/as professoras/res. Como produto de intervenção pedagógica foi desenvolvimento a criação da Biblioteca Antirracista, elaborada de forma colaborativa, como instrumento de valorização de saberes historicamente marginalizados, permitindo as/aos estudantes e professores(as) conhecer outras narrativas históricas e utilizando- as como parâmetro para desenvolvimento de uma prática multicultural no espaço escolar, possibilitando a ressignificação das práticas de leitura, o fortalecimento do pertencimento identitário e a efetivação permanente dos princípios pelas leis 10. 639/2003 e 11. 645/2008 no cotidiano da escola.


MEMBROS DA BANCA:
Interna - 7969 - ARYANA LIMA COSTA
Externa à Instituição - LÍDIA NOEMIA SILVA DOS SANTOS - UECE
Presidente - ***.266.183-** - SILVIANA FERNANDES MARIZ - UNILAB
Notícia cadastrada em: 16/09/2026 20:04
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