DESAFIOS E POTENCIALIDADES DO USO DA INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL NO BINÔMIO ENSINAR-APRENDER EM AULAS DE FILOSOFIA
Inteligência Artificial; Ensino de Filosofia; Ensino Médio; Formação de Professores; Autonomia Intelectual; Michel Foucault.
Este projeto investiga os desafios e as potencialidades do uso da inteligência artificial no processo de ensinar e aprender Filosofia no Ensino Médio, destacando o papel do professor como mediador crítico diante das transformações tecnológicas contemporâneas. Parte-se da hipótese de que a inteligência artificial, quando utilizada de forma ética, crítica e orientada, pode favorecer o desenvolvimento da autonomia intelectual, da argumentação e da reflexão filosófica, sem comprometer a essência do filosofar. A pesquisa fundamenta-se em autores como Alberto Cupani, Pierre Lévy, Jorge Larrosa, Alejandro Cerletti, Elisete Tomazetti e Michel Foucault, especialmente a partir das relações entre saber, poder, subjetividade e resistência. Metodologicamente, caracteriza-se como uma pesquisa qualitativa, de natureza bibliográfica e pesquisa-ação, desenvolvida em uma turma da 1ª série do Ensino Médio de uma escola da rede privada de ensino. A investigação busca compreender como a inteligência artificial pode ser integrada às práticas pedagógicas da Filosofia, contribuindo para a construção de experiências formativas que privilegiem o pensamento crítico, a autonomia intelectual e o uso consciente das tecnologias digitais. Espera-se que os resultados ofereçam subsídios para a formação de professores e para a elaboração de estratégias pedagógicas que articulem inovação tecnológica e experiência filosófica.