Batis maritima Linnaeus: avaliação de atividades biológicas na perspectiva de um produto para cicatrização de feridas.
Não apresentou.
Batis maritima (Linnaeus), família Bataceae, é encontrada no nordeste brasileiro, nas margens de coleções de água salgada em salinas artesanais. É uma planta perene, sob diferentes níveis de salinidade. É popularmente utilizada para fins anti-inflamatórios e antioxidantes. A escassez de dados na literatura acerca desse vegetal reforça ainda mais a necessidade de novas pesquisas. Nesse sentido, este trabalho tem como objetivo estudar o perfil fitoquímico, bem como avaliar atividades antioxidante, antimicrobiana e citotóxica de B. marítima. A prospecção fitoquímica quantitativa mensurou a concentração de fenólicos totais pelo método espectrofotométrico de Folin-Ciocalteu com ácido gálico como padrão, enquanto os flavonoides foram quantificados utilizando a quercetina como padrão. A atividade antioxidante foi avaliada pelo método do radical 2,2-difenil-1-picril-hidrazila (DPPH). A atividade citotóxica in vitro foi avaliada frente a fibroblastos murinos L929, após 24h de exposição aos extratos através do ensaio colorimétrico MTT (brometo de 3- (4,5-dimetiltiazol-2-il) -2,5-difeniltetrazólio. A atividade antimicrobiana foi realizada por microdiluição em caldo em placa de 96 poços frente às cepas American Type Culture Collection (ATCC): Staphylococcus aureus (ATCC 25923), Staphylococcus epidermidis (ATCC 12228), Escherichia coli (ATCC 25922) e Pseudomonas aeruginosa (ATCC 27853). Na caracterização química e quantificação de metabólitos secundários, os compostos fenólicos e flavonoides se destacaram, principalmente nas folhas. Quanto à atividade antioxidante, no DPPH, os extratos etanólicos apresentaram maior potencial comparados aos aquosos nas três partes da planta. Na citotoxicidade in vitro frente à fibroblastos L929 os extratos etanólicos apresentaram-se como os mais promissores, onde nas concentrações menores a viabilidade celular chegou a 100%, conforme o controle. O extrato etanólico das folhas (EEF), em particular, foi o que apresentou a maior viabilidade celular nas menores concentrações. Na atividade antimicrobiana apenas o EEF promoveu atividade bactericida na máxima concentração (1000 µg/mL) frente ao Staphylococcus aureus. Os dados de todos os ensaios foram obtidos em triplicata e submetidos aos testes estatísticos. Os resultados obtidos apontam que o extrato etanólico das folhas foi o que se mostrou mais promissor como um bom antioxidante e antimicrobiano, além de apresentar uma boa satisfatória viabilidade celular. Tais resultados valorizam a planta B. maritima quanto às suas futuras aplicações, tanto na área clínica quanto na área biológica.