INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL, ÉTICA E EQUIDADE: CO-DESIGN ESCOLA-COMUNIDADE E USO DE ESTRATÉGIAS PEDAGÓGICAS COM IA EM ESCOLAS DE DIFERENTES CONTEXTOS SOCIAIS DE ASSÚ/RN
Inteligência Artificial; Ética; Equidade; Co-design
A crescente inserção da Inteligência Artificial (IA) nos processos educacionais tem ampliado as possibilidades de inovação pedagógica, ao mesmo tempo em que suscita desafios relacionados à ética, à equidade, à formação docente e às desigualdades de acesso às tecnologias digitais. Em contextos socialmente vulneráveis, tais desafios tornam-se ainda mais significativos, especialmente diante das limitações de infraestrutura, conectividade e formação para o uso crítico dessas ferramentas. Nesse cenário, esta pesquisa tem como objetivo analisar como o co-design escolar e comunitário pode contribuir para a construção de diretrizes éticas e equitativas para a atuação docente com Inteligência Artificial em escolas com restrições de recursos tecnológicos no município de Assú/RN. O estudo fundamenta-se na perspectiva do construtivismo social e articula os princípios da pesquisa-ação e da pesquisa participativa, valorizando a participação dos sujeitos na construção coletiva do conhecimento e na transformação da realidade investigada. O referencial teórico estrutura-se a partir da compreensão da IA como prática sociotécnica na educação, da ética e do uso crítico da tecnologia, da equidade e inclusão digital, dos saberes docentes e do letramento em IA, bem como do co-design escola–comunidade como abordagem teórico-metodológica. A investigação envolverá membros da comunidade escolar, incluindo gestores, professores e estudantes, além de sujeitos da comunidade vinculados ao território das escolas participantes. A estratégia metodológica prevê a análise do uso de tecnologias digitais e de IA nas práticas pedagógicas, a realização de reuniões de co-design e a construção colaborativa de diretrizes éticas e pedagógicas contextualizadas. Espera-se que o processo possibilite identificar necessidades, desafios e potencialidades relacionados ao uso da IA em diferentes contextos escolares, bem como avaliar a qualidade, a contextualização, a aceitação e a aplicabilidade das diretrizes construídas coletivamente. Pretende-se, assim, contribuir para práticas pedagógicas mais críticas, éticas e inclusivas, fortalecendo a autonomia docente e a participação da comunidade escolar e favorecendo o uso da IA de modo socialmente responsável e alinhado às especificidades locais.