TECNOLOGIA ASSISTIVA E INCLUSÃO ESCOLAR: PERCEPÇÕES E PRÁTICAS DOCENTES NOS ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
Tecnologia Assistiva; educação inclusiva; percepções docentes;
Ensino Fundamental.
Este estudo aborda a Tecnologia Assistiva (TA) no contexto educacional, tendo como escopo as percepções docentes acerca dos desafios e possibilidades de utilização dos recursos da TA em suas práticas. Parte-se do pressuposto de que a TA tem potencial para promover a participação ativa e autônoma do estudante com deficiência, contribuindo para a construção do ambiente escolar equitativo. O objetivo principal desta investigação é compreender as percepções de professores dos anos iniciais do Ensino Fundamental sobre a tecnologia assistiva e seu papel nos processos de inclusão educacional. A pesquisa, aprovada na Plataforma Brasil/Comitê de Ética da UERN em 15/04/2025 por meio do parecer consubstanciado de número 7.509.135, assume uma abordagem qualitativa, que permite uma análise detalhada das concepções e experiências dos participantes. O estudo caracteriza-se como uma pesquisa ação, por adotar uma perspectiva dialógica e cooperativa com os partícipes e a comunidade escolar. Para produção dos dados empíricos, adotaram-se os seguintes instrumentos e procedimentos: questionários individuais, realização de encontros de planejamento da ação, encontros formativos e entrevista semiestruturada com as sete (7) professoras participantes, no próprio espaço da escola, localizada no município de Major Sales/RN. O referencial teórico deste estudo fundamenta-se em contribuições de autores conceituados na área da Educação Inclusiva e Tecnologia Assistiva, como Vigotski (2022), Mantoan (2020), Galvão Filho (2009), Ribeiro e Lustosa (2023) e Bersch (2017), os quais oferecem uma base sólida de conhecimento sobre inclusão escolar e recursos de tecnologia assistiva. Os dados produzidos foram analisados por meio da Análise Temática (Braun e Clarke, 2006), metodologia que permite identificar, organizar e descrever padrões nos relatos dos participantes, colaborando para a análise interpretativa dos dados. Os resultados da pesquisa evidenciam que a TA, embora presente na escola, é pouco utilizada nas salas comuns, ficando restrita à sala de recursos multifuncionais. Verificou se que as professoras reconhecem o potencial dos recursos assistivos nas práticas pedagógicas e nos processos de mediação da aprendizagem, sendo a formação continuada um aspecto central nesse processo. Os principais desafios que emergiram na pesquisa relacionam-se à insegurança no uso da TA, à limitação de acesso aos recursos, bem como à necessidade de maior articulação entre os docentes da sala comum e os profissionais do Atendimento Educacional Especializado. Em contrapartida, a pesquisa-ação oportunizou um processo de reflexão que culminou na ressignificação de percepções e na construção de ações mais intencionais e participativas. À guisa de conclusão, a consolidação da TA está condicionada ao desenvolvimento de uma cultura colaborativa, aos incentivos à formação continuada e ao compromisso ético com a promoção de uma educação inclusiva e democrática.