MASCULINISMO E MISOGINIA NO CONTEXTO ESCOLAR: Construindo um protocolo de enfrentamento a violências na educação básica
Palavras-chave: masculinismo; misoginia; ensino de sociologia; sequência didática; protocolo institucional.
O presente trabalho visa compreender quais respostas o ensino de Sociologia, na educação básica, pode oferecer frente ao avanço de movimentos masculinistas e de violências misóginas na contemporaneidade. Dialogando com temáticas ligadas à defesa dos Direitos Humanos, através de uma perspectiva interseccional, buscamos entender as violências contra minorias políticas ou “corpos não-normativos”, sejam elas violências de gênero, racismos, lgbtfobias, capacitismos, ou outras formas de discriminação, como resultados de processos históricos que construíram e efetivaram estruturas de poder e dominação. O objetivo principal desta pesquisa foi realizar uma intervenção pedagógica numa escola que atende a estudantes do Ensino Médio em Tempo Integral, tendo como ponto de partida o ensino de Sociologia, promovendo o enfrentamento das diferentes manifestações das violências de gênero. Metodologicamente, esta intervenção pedagógica teve o objetivo de construir uma pesquisa-ação, a partir de metodologias qualitativas, com foco no desenvolvimento e aplicação de uma sequência didática, com estudantes, e a realização de um grupo focal, com profissionais da educação, com o intuíto de construir um protocolo institucional de enfrentamento às violências no cotidiano escolar. O desenvolvimento da pesquisa-ação tem apontado para a relevância das discussões sobre violência no cotidiano da escola, posto que diversas situações foram trazidas por estudantes e problematizadas coletivamente, ao longo dos encontros da sequência didática.