GAMIFICAÇÃO, ALFABETIZAÇÃO E ACESSIBILIDADE COM O DESENHO UNIVERSAL DE APRENDIZAGEM (DUA) EM TIBAU DO SUL - RN - BRASIL
Educação Inclusiva; Letramento; Práticas Pedagógicas; Participação Escolar; Anos Iniciais do Ensino Fundamental.
A presente pesquisa emerge das experiências construídas no cotidiano de uma turma do 1º ano do Ensino Fundamental, marcada pela diversidade de ritmos, formas de participação e necessidades educacionais presentes no processo que demanda a construção de um recurso educacional, visando maiores domínios da leitura e da escrita pelas crianças. O objetivo desta investigação é compreender estratégias gamificadas orientadas pelos princípios do Desenho Universal para a Aprendizagem e sua contribuição à acessibilidade pedagógica e ao processo de alfabetização e letramento de crianças com e sem deficiência nos anos iniciais do Ensino Fundamental de uma escola municipal de Tibau do Sul/RN/Brasil. O estudo assume abordagem qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, configurando-se como pesquisa-ação por desenvolver-se no próprio contexto da prática pedagógica da professora-pesquisadora em formação/autoformação, no qual intervém e reflete sobre sua prática educativa. Participam da investigação 18 crianças do 1º ano do Ensino Fundamental, com idades entre 6 e 7 anos, além da professora auxiliar da turma. O percurso metodológico envolve levantamento bibliográfico, mapeamento inicial das aprendizagens, desenvolvimento de missões pedagógicas, oficinas voltadas ao desenvolvimento da linguagem escrita e produção de registros relacionados às experiências vivenciadas com as crianças. As atividades integram recursos digitais, materiais concretos, jogos pedagógicos, desafios colaborativos, estratégias de autoavaliação e diferentes formas de participação, em consonância com os princípios do DUA. O recurso educacional, em desenvolvimento, está sendo desenhado na plataforma web interativa Gamificar para Incluir, destinada à sistematização e socialização das experiências construídas ao longo da investigação. A produção dos dados ocorre por meio de diário de campo, produções das crianças, portfólios das missões, registros fotográficos, instrumentos de autoavaliação e monitoramento emocional, além de questionários reflexivos realizados oralmente com os estudantes. Os dados encontram-se em processo de organização e análise inicial, sendo submetidos a leituras e releituras orientadas pelos pressupostos da Análise de Conteúdo (BARDIN, 2016) e pela triangulação de dados (TRIVIÑOS, 1987). As evidências preliminares apontam para ampliação do envolvimento dos estudantes nas atividades propostas, maior participação nas experiências coletivas e diversificação das formas de acesso ao conhecimento. Espera-se que a pesquisa contribua para o fortalecimento de práticas pedagógicas mais inclusivas, ampliando as discussões sobre acessibilidade às aprendizagens, participação escolar e organização de experiências educativas voltadas à diversidade dos estudantes.