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Dissertações |
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ANDERSON RIBEIRO DO RÊGO
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A política pública de neoautoritarismo, mídias digitais e conservadorismo cultural no Brasil: uma análise de conteúdo do jornal Gazeta do Povo
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Orientador : Francisco Vanderlei de Lima
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MEMBROS DA BANCA :
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Francisco Vanderlei de Lima
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JUCIEUDE DE LUCENA EVANGELISTA
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DANILO LUCENA MENDES
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Data: 26/02/2026
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JAQUELINE ALVES DE SOUZA
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Gênero, poder e performatividade em Final del juego, de Julio Cortázar
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Orientador : KARLLA CHRISTINE ARAÚJO SOUZA
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MEMBROS DA BANCA :
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ELIZÂNGELA GONÇALVES PINHEIRO
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KARLLA CHRISTINE ARAÚJO SOUZA
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OZAIAS ANTONIO BATISTA
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Data: 19/03/2026
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LORENA MARIA MEDEIROS DE OLIVEIRA
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Histórias aprisionadas: a reincidência na ala feminina do Complexo Penal Estadual Agrícola Mário Negócio em Mossoró/RN
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Orientador : CYNTIA CAROLINA BESERRA BRASILEIRO
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MEMBROS DA BANCA :
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ARLINDO JOSE DE SOUZA NETO
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CYNTIA CAROLINA BESERRA BRASILEIRO
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VANDERLAN FRANCISCO DA SILVA
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Data: 25/03/2026
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RAQUEL MOREIRA DE LIMA
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Mães na pós-graduação: desafios e enfrentamentos
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Orientador : MARCOS MARIANO VIANA DA SILVA
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MEMBROS DA BANCA :
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KARYNNA MAGALHÃES BARROS DA NÓBREGA
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MARCOS MARIANO VIANA DA SILVA
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PÂMELLA ROCHELLE ROCHANNE DIAS DE OLIVEIRA
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Data: 26/03/2026
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IRINA PEDROSA NEGREIROS
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Válvulas do cuidado: sentidos do trabalho doméstico não remunerado para mulheres do grupo de convivência do CRAS Nísia Floresta em Mossoró/RN
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Orientador : OZAIAS ANTONIO BATISTA
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MEMBROS DA BANCA :
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OZAIAS ANTONIO BATISTA
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PÂMELLA ROCHELLE ROCHANNE DIAS DE OLIVEIRA
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VERÔNICA MARIA FERREIRA
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Data: 31/03/2026
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EVERTON DE SANTANA SOUSA
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Cibercultura red pill no YouTube brasileiro e seu uso da biologia: compreensão e crítica.
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Orientador : LUAN GOMES DOS SANTOS DE OLIVEIRA
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MEMBROS DA BANCA :
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VALDONILSON BARBOSA DOS SANTOS
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JUCIEUDE DE LUCENA EVANGELISTA
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LUAN GOMES DOS SANTOS DE OLIVEIRA
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Data: 31/03/2026
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MARIA ALCICLEIDE RIBEIRO SOUSA
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Quixeré das margens: uma outra narrativa sobre a cidade
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Orientador : LUAN GOMES DOS SANTOS DE OLIVEIRA
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MEMBROS DA BANCA :
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ANA CLARA DAMÁSIO DOS SANTOS
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KARLLA CHRISTINE ARAÚJO SOUZA
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LUAN GOMES DOS SANTOS DE OLIVEIRA
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Data: 02/04/2026
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ANDREA EMANUELLE BEZERRA DE OLIVEIRA FARIAS
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Panorama da violência sexual no âmbito do município de Mossoró/RN
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Orientador : TEREZINHA CABRAL DE ALBUQUERQUE NETA BARROS
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MEMBROS DA BANCA :
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ANDRESSA LIDICY MORAIS LIMA FREITAS
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KARLLA CHRISTINE ARAÚJO SOUZA
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TEREZINHA CABRAL DE ALBUQUERQUE NETA BARROS
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Data: 08/04/2026
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MARIA ISABEL DA SILVA OLIVEIRA
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Território, memória e cotidiano: representações da identidade negra e quilombola entre as mulheres da comunidade Picadas – Ipanguaçu/RN
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Orientador : MELQUISEDEQUE DE OLIVEIRA FERNANDES
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MEMBROS DA BANCA :
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TATIANE VIEIRA BARROS
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LUAN GOMES DOS SANTOS DE OLIVEIRA
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MELQUISEDEQUE DE OLIVEIRA FERNANDES
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Data: 09/04/2026
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MELINA MARIA ALVES DE MELO PAIVA
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Mulheres na universidade: relações de gênero e políticas de igualdade na UERN
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Orientador : TEREZINHA CABRAL DE ALBUQUERQUE NETA BARROS
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MEMBROS DA BANCA :
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ANDRESSA LÍDICY MORAIS LIMA
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KARLLA CHRISTINE ARAÚJO SOUZA
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TEREZINHA CABRAL DE ALBUQUERQUE NETA BARROS
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Data: 09/04/2026
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KYCYA OLIVEIRA SILVA
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Integralismo nas linhas de Câmara Cascudo: a construção de um discurso racial sobre o Rio Grande do Norte (1933–1955)
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Orientador : CARLOS EDUARDO MARTINS TORCATO
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MEMBROS DA BANCA :
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ARLINDO JOSE DE SOUZA NETO
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BRUNO MIGUEL DE ALMEIDA DIONÍSIO
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CARLOS EDUARDO MARTINS TORCATO
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JULIANA TEIXEIRA SOUZA
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Data: 14/04/2026
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JOSÉ LUCAS BRITO SOUZA
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Mistérios da Meia-Noite: O Imaginário Popular das Histórias de Assombração em Quixeré/CE
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Orientador : AILTON SIQUEIRA DE SOUSA FONSECA
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MEMBROS DA BANCA :
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FRANCISCO ANTÔNIO DA SILVA
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AILTON SIQUEIRA DE SOUSA FONSECA
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KARLLA CHRISTINE ARAÚJO SOUZA
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Data: 16/04/2026
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RAQUEL PEREIRA DINIZ
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A CULTURA MORAL-EMOTIVA SURDA NO COTIDIANO DO URBANO MOSSOROENSE: ESTIGMA, IDENTIDADE E LUTA POR DIREITOS
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Orientador : RAONI BORGES BARBOSA
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MEMBROS DA BANCA :
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ARLINDO JOSE DE SOUZA NETO
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FRANCISCO EBSON GOMES SOUSA
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RAONI BORGES BARBOSA
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Data: 24/06/2026
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Por muito tempo, as pessoas surdas estiveram à margem de uma sociedade que, ao preconizar a comunicação verbal como sinônimo de normalidade e capacidade, destinou-as ao isolamento e apagou a sua existência enquanto pessoas. Assim, os surdos tiveram a sua trajetória atravessada pela estigmatização e estereotipação de uma sociedade predominantemente ouvinte que, por não compreender que há outras formas de ouvir e falar, nega a sua singularidade cultural e a sua língua de sinais. O reconhecimento da Língua Brasileira de Sinais – Libras como meio legal de comunicação e expressão da pessoa surda, por intermédio da Lei nº 10.436/2002, foi uma grande conquista para os surdos. No entanto, embora sejam direitos garantidos pela lei, infelizmente, por vezes, a pessoa surda não tem os seus direitos respeitados ou colocados em prática. Assim, a barreira da comunicação ainda é uma grande dificuldade enfrentada pelas pessoas surdas nos infinitos espaços sociais em que transitam, limitando, entre outras coisas, a sua vivência, constituição da sua identidade e autonomia. Além de marcá-los socialmente, a propagação de discursos baseados na concepção da surdez por meio da falta e da deficiência refletiu na percepção do surdo enquanto pessoa surda, distanciando-o cada vez mais da sua cultura e da sua comunicação através da língua de sinais. Portanto, uma cultura moral-emotiva historicamente pautada na superação das barreiras existentes. Nesse contexto, entendendo que as emoções são construídas a partir das relações dos atores sociais e que as interações sofrem reflexos dessas emoções, bem como que as diversas situações de desrespeito enfrentadas pelas pessoas surdas influenciam de forma negativa a sua autoconfiança, o seu autorrespeito e a sua autoestima – devido ao não reconhecimento nessas relações –, a presente pesquisa objetiva compreender, em perspectiva teórica socioantropológica, como se articula relacional e simbolicamente a cultura moral-emotiva surda no cotidiano urbano de Mossoró – RN. Assim, utilizando-se da etnografia e da observação participante como principais recursos metodológicos e abordando as emoções sob uma perspectiva interacionista, este estudo pretende compreender a cultura moral-emotiva surda a partir do que ela faz e de como ela acontece. Ressalta-se, também, a interdisciplinariedade da pesquisa, na qual utiliza-se do conhecimento de diversas áreas das Ciências Sociais e Humanas para realização de suas análises e reflexões, além de contar com a presença de autores surdos na composição do seu aporte teórico.
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BENICIA BRENDA BARBOSA DA SILVA
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REPRESENTAÇÕES, PRÁTICAS E PERFORMATIVIDADE DE GÊNERO NA EDUCAÇÃO: ESTUDO EM UMA ESCOLA CIDADÃ INTEGRAL TÉCNICA (ECIT) NO SERTÃO DA PARAÍBA
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Orientador : MARCOS MARIANO VIANA DA SILVA
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MEMBROS DA BANCA :
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KARLLA CHRISTINE ARAÚJO SOUZA
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MARCOS MARIANO VIANA DA SILVA
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MIKELLY GOMES DA SILVA
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Data: 25/06/2026
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Esta dissertação analisa as representações, práticas e performatividades de gênero no cotidiano de uma Escola Cidadã Integral Técnica (ECIT) localizada no alto sertão paraibano. O objetivo geral foi compreender como representações e práticas de gênero atravessam as experiências e performatividade dos estudantes no ambiente escolar, considerando mecanismos institucionais de regulação, negociações cotidianas, interpretações docentes e moralidades regionais, religiosas e culturais que incidem sobre pertencimento, reconhecimento e permanência. A pesquisa ancora-se teoricamente nas contribuições de Judith Butler sobre performatividade de gênero, Roger Chartier acerca das representações sociais e Durval Muniz de Albuquerque Júnior sobre a construção discursiva do Nordeste e do sertão, dialogando ainda com autoras e autores como Michel Foucault, Guacira Lopes Louro, Berenice Bento e bell hooks. Metodologicamente, adotou-se abordagem qualitativa de inspiração etnográfica, com observação participante, entrevistas semiestruturadas com professores e entrevistas projetivas com estudantes maiores de 18 anos, mediadas por recursos audiovisuais disparadores. O material produzido foi analisado por meio da análise de conteúdo, articulada ao referencial teórico da investigação. As análises evidenciaram que a escola constitui um território ambíguo, no qual coexistem abertura institucional ao diálogo, projetos pedagógicos voltados à diversidade, mecanismos sutis de vigilância, regulação normativa dos corpos e silenciamentos diante de experiências dissidentes de gênero e sexualidade. Constatou-se que normas de gênero operam por micropráticas cotidianas, como brincadeiras, olhares, comentários, ocupação dos espaços e formas seletivas de reconhecimento. As moralidades religiosas, familiares e regionais também atravessam as falas de estudantes e docentes, indicando que a escola não está isolada das dinâmicas sociais do território. O campo revelou fissuras produzidas por vínculos afetivos, redes silenciosas de cuidado e alianças entre estudantes e profissionais. Conclui-se que o gênero é abordado na escola mesmo quando não é nomeado diretamente, manifestando-se na organização dos espaços, na regulação dos afetos e na distribuição desigual do reconhecimento social. A pesquisa contribui para os campos da Educação, dos Estudos de Gênero e das Ciências Sociais e Humanas ao evidenciar a necessidade de práticas escolares concretas de acolhimento, proteção e legitimação das existências dissidentes.
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ILUSKA LARISSA LEITE LINHARES
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CAPACIDADES ESTATAIS E POLÍTICA AMBIENTAL EM MOSSORÓ/RN
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Orientador : TEREZINHA CABRAL DE ALBUQUERQUE NETA BARROS
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MEMBROS DA BANCA :
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CYNTIA CAROLINA BESERRA BRASILEIRO
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Raquel Maria da Costa Silveira
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TEREZINHA CABRAL DE ALBUQUERQUE NETA BARROS
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Data: 29/06/2026
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A questão ambiental está na ordem do dia, pois são cada vez mais aparentes e frequentes os efeitos da ação humana na natureza, sendo fundamental conciliar a pressão causada pela presença humana e a utilização racional dos recursos naturais. A Constituição de 1988 e o novo pacto federativo deram maior autonomia e responsabilidades aos municípios, que tiveram que desenvolver novas capacidades para lidar com as atribuições assumidas. As capacidades estatais, entendidas como competências e recursos burocrático-institucionais de Estado para implementar políticas públicas e promover bens e serviços (Gomide e Marenco, 2024), nesse cenário, são atributos importantes que auxiliam as gestões a alcançar seus objetivos. A pesquisa, então, busca analisar as capacidades estatais relacionadas à gestão do meio ambiente de Mossoró, tendo como dimensões as capacidades técnico-administrativa e político-relacional. Mossoró é uma cidade localizada no semiárido brasileiro que apresenta questões ambientais importantes, como crescimento urbano desordenado, ocupação irregular de áreas de preservação permanente, desmatamento, assoreamento do Rio Apodi-Mossoró, saneamento ambiental insuficiente, etc. Quanto à metodologia, trata-se de uma pesquisa exploratória, descritiva e explicativa, conduzida a partir de uma base bibliográfica, documental e de campo. É uma pesquisa mista, com análise de dados quantitativos, coletados em bancos de dados nacionais e em documentos produzidos pela Prefeitura de Mossoró, e dados qualitativos, coletados em campo, tendo públicos-alvo servidores da Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo, objetivando analisar as capacidades técnico-administrativas, e os conselheiros do Conselho de Defesa do Meio Ambiente, para a análise das capacidades político-relacionais. Para fundamentar a análise dos dados, utilizou-se o aporte teórico relativo às capacidades estatais e as dimensões das capacidades estatais propostas por Pires e Gomide (2016). A análise dos dados revelou um contexto de baixa capacidade estatal, com presença majoritária de servidores comissionados na SEMURB, fragilidades na estrutura física, condições materiais e quadro de servidores, além da desativação do Condema. Percebe-se a necessidade de incremento da gestão ambiental de Mossoró, em nível macro, a partir do estabelecimento de sinergia entre outras instâncias de governo, e em nível micro, com o fortalecimento do órgão de gestão ambiental, tanto na parte técnico-administrativa quanto no político-relacional.
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ANA BEATRIZ CALDAS DAVI
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ENTRE IMAGENS, AFETOS, CORPOS E O URBANO: CORPOGRAFIAS AFETIVAS DE CRIANÇAS NO PARQUE URBANO DE MOSSORÓ/RN
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Orientador : RAONI BORGES BARBOSA
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MEMBROS DA BANCA :
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WILLIANE JUVENCIO PONTES
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ARLINDO JOSE DE SOUZA NETO
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RAONI BORGES BARBOSA
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Data: 30/06/2026
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O estudo apresentado aqui investiga a relação entre crianças e o Parque Ecológico Professor Maurício de Oliveira em Mossoró/RN, tendo o urbano não enquanto um cenário por onde as interações sociais acontecem mas sim enquanto parte constitutiva da relação sujeito-urbano e campo interacional entre as dinâmicas sociais das crianças, fazendo parte assim, de uma só teia relacional. Em uma articulação entre a Fenomenologia e o Interacionismo Simbólico englobadas pela Antropologia da Experiência, promovendo o diálogo entre o vivido sensível e sensorial e suas expressões sociais, o objetivo central da pesquisa se encontra em captar e compreender as corpografias afetivas de crianças através dos rastros materiais e sensíveis das experiências urbanas que se inscrevem no corpo infantil. Através de um fazer etnográfico vivido, percorrido, por vezes em deriva, entre quatro trilhas fundamentais divididas entre: o entender do fenômeno urbano enquanto socialmente construído que se apresentou em condição liminoide; a compreensão do corpo a partir do paradigma da corporeidade delimitando o corpo-sujeito estudado e recaindo sobre o reconhecimento da agência infantil; a trilha sobre os afetos, desde as intensidades invisíveis trocadas entre criança e urbano ou entre pares nas experiências vividas; e por fim as imagens enquanto ferramentas de pesquisa e parte da teoria social. Os resultados apontam para o Parque Ecológico Professor Maurício de Oliveira enquanto um mundo de possibilidades vital a partir da mediação da agência infantil, que em seu corpografar afetivo dá sentidos simbólico ao que o espaço urbano é e pode ser, abrindo também uma reflexão sobre a validação do conhecimento que nasce no entre uma vez que a vida social segue em devir.
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LILIANE SONARA DE SOUSA GOMES
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AS REPRESENTAÇÕES SOBRE A LUTA ARMADA DURANTE A DITADURA CIVIL-MILITAR BRASILEIRA NAS NARRATIVAS DO JORNAL DIÁRIO DE NATAL (1969 - 1973)
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Orientador : ANDRÉ VICTOR CAVALCANTI SEAL DA CUNHA
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MEMBROS DA BANCA :
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ANDRÉ VICTOR CAVALCANTI SEAL DA CUNHA
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FRANCISCO FABIANO DE FREITAS MENDES
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MAIRON ESCORSI VALÉRIO
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Data: 01/07/2026
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A presente pesquisa tem por objetivo central a analise das representações sobre a Luta Armada no Brasil durante a Ditadura civil-militar construídas nas narrativas jornalísticas do periódico natalense Diário de Natal, bem como quais impressões o jornal teceu sobre esses grupos e suas ações. A pesquisa também busca mapear os principais grupos revolucionários presentes nas publicações do periódico e os eventos referentes à atuação dessas organizações. Diante disso, coloca-se como problema central: como o Diário de Natal construiu representações sobre a Luta Armada e seus sujeitos em um momento de radicalização do regime autoritário iniciado em 1964? Para a construção da escrita, utilizou-se o conceito de representação do historiador Roger Chartier, compreendendo-as como elementos constitutivos do mundo social e tendo como fonte histórica o jornal Diário de Natal. A fundamentação bibliográfica apoia-se em Chartier para o referencial teórico e na historiografia sobre a ditadura civil-militar e a luta armada no Brasil, com destaque para obras de Gorender, Ridenti, Rollemberg, Carlos Fico, Marcos Napolitano e Rodrigo Patto Sá Motta. Quanto à metodologia, adotou-se a análise de conteúdo proposta por Laurence Bardin, aplicada ao material jornalístico entre o período de 1969 a 1973, disponível na Hemeroteca Digital da Biblioteca Nacional. As analises revelaram que o Diário de Natal construiu representações negativas acerca da Luta Armada, atribuindo sentidos criminais às suas atividades e apresentando seus militantes como agentes de perigo à ordem social. Ao classificá-los como subversivos, comunistas e terroristas, o periódico colaborou com a narrativa do regime, alimentando estigmas e medo em torno de suas ações. Por fim, a pesquisa aponta que os grupos revolucionários não apenas se colocaram como frente de resistência à ditadura, mas disputaram um projeto político alternativo para o país, contribuindo para o estudo dos movimentos revolucionários no Brasil.
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ALICIA VITÓRIA PEREIRA
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CRIA(R)TIVIDADE: O PROCESSO CRIATIVO DE ARTISTAS MOSSOROENSES COMO POSSIBILIDADE DE CAMINHO AO SI-MESMO
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Orientador : LUAN GOMES DOS SANTOS DE OLIVEIRA
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MEMBROS DA BANCA :
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CLARISSA DE FRANCO
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KARLLA CHRISTINE ARAÚJO SOUZA
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LUAN GOMES DOS SANTOS DE OLIVEIRA
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Data: 30/07/2026
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A presente pesquisa propõe analisar o processo criativo de artistas mossoroenses, com recorte nas artes visuais e literárias, a partir do tripé epistemológico de Nise da Silveira e do conceito de individuação da Psicologia Analítica, buscando compreender sua relação com movimentos de aproximação ao Si-Mesmo. Fundamenta-se nas contribuições de Carl Gustav Jung acerca do inconsciente, do símbolo, da função transcendente e da individuação, bem como nos princípios do afeto catalisador, das forças autocurativas do inconsciente e da emoção de lidar, sistematizados a partir da práxis do tripé epistemológico de Nise da Silveira. Adota abordagem qualitativa, de caráter exploratório e descritivo, articulando pesquisa bibliográfica, método epistolar e perspectiva etnobiográfica. O campo empírico foi constituído por três artistas-participantes residentes em Mossoró, selecionados pela técnica de bola de neve, sendo dois vinculados predominantemente às artes literárias e um às artes visuais. Os dados foram produzidos mediante entrevistas narrativas, orientadas por roteiro semiestruturado, e materiais complementares cedidos pelos participantes. As entrevistas foram transcritas integralmente e processadas separadamente no software IRaMuTeQ, por meio da análise de similitude e da Classificação Hierárquica Descendente. A interpretação articulou os resultados lexicais, a leitura integral das narrativas, os materiais complementares, a amplificação simbólica e o referencial teórico, resultando na construção de famílias analíticas. Os resultados evidenciam que o processo criativo assume configurações singulares, atravessadas por histórias de vida, vínculos, territórios, materiais, conflitos e referências culturais. Em Raio de Sol, a criação favorece a expressão, a organização e a elaboração de conteúdos interiores; em Marcus Vinícius, articula memória, corpo, palavra, coletividade e transformação de experiências de vergonha; em Débora, constitui espaço de autorregulação, reconhecimento de afetos, experimentação material e diferenciação dos papéis sociais. O tripé epistemológico manifesta-se de modo distinto em cada trajetória, permitindo compreender as condições afetivas, relacionais e materiais da criação, sem reduzir as forças autocurativas à ideia de cura. Conclui-se que o processo criativo pode participar de movimentos de diferenciação, integração psíquica e ampliação da consciência, constituindo uma possibilidade de caminho ao Si-Mesmo, sem representar garantia, conclusão ou forma única de individuação.
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VITÓRIA EVELYN RODRIGUES DE ANDRADE
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"PERMITA QUE EU FALE, NÃO AS MINHAS CICATRIZES”: ORALITURAS DE INFÂNCIAS LGBTQIAPN+ NEGRAS DE SUJEITOS DE MOSSORÓ/RN
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Orientador : MARCOS MARIANO VIANA DA SILVA
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MEMBROS DA BANCA :
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KARLLA CHRISTINE ARAÚJO SOUZA
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MARCOS MARIANO VIANA DA SILVA
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MIKELLY GOMES DA SILVA
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Data: 14/09/2026
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Esta dissertação investiga quais lembranças de infância de pessoas LGBTQIAPN+ negras do interior do Rio Grande do Norte reverberam em seus percursos de vida e quais oralituras se tornam possíveis a partir dessas experiências. Parte-se da compreensão de que a memória não constitui um arquivo fixo do passado, mas um processo de elaboração produzido no presente, atravessado pelo corpo, pela linguagem, pelos afetos e pelas disputas em torno do direito de narrar a própria história. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, construída a partir de entrevistas semiestruturadas realizadas com quatro pessoas participantes, identificadas pelos pseudônimos Òsum, Ângela, Rocha e Vento. A aproximação com as pessoas participantes ocorreu por meio da técnica de amostragem em cadeia, também denominada bola de neve. As narrativas foram analisadas a partir da noção de oralitura, formulada por Leda Maria Martins, em diálogo com a psicanálise e com produções teóricas sobre raça, gênero, sexualidade, infância, memória e interseccionalidade. A análise foi organizada inicialmente a partir da singularidade de cada pessoa brincante, acompanhando as cenas, os afetos, as interrupções e as invenções que compõem suas histórias. Os resultados demonstram que essas infâncias foram atravessadas por racismo, LGBTfobia, violência urbana, controle religioso, silenciamento e tentativas de correção. Entretanto, não podem ser reduzidas à violência. O afeto, a brincadeira, a música, o movimento, o estudo e a arte também constituíram tecnologias de sustentação e invenção. Conclui-se que as oralituras produzem um saber que tensiona narrativas centradas exclusivamente na dor e reivindica a memória como território de autoria.
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