Banca de DEFESA: MARIA JOSÉ MORAIS HONÓRIO

Uma banca de DEFESA de DOUTORADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : MARIA JOSÉ MORAIS HONÓRIO
DATA : 30/03/2026
HORA: 13:30
LOCAL: via meet
TÍTULO:

 

 

 

REDAÇÃO COMO COMPONENTE CURRICULAR NO ENSINOMÉDIO E O LUGAR DO GÊNERO REDAÇÃO DO ENEM


PALAVRAS-CHAVES:

 

 

Componente curricular redação; gênero redação do ENEM; ensino do texto noensino médio; intertextualidades; ENEM.

.


PÁGINAS: 280
RESUMO:

 

O ensino da produção textual é uma fonte de pesquisas há muitas décadas, que suscita diversas reflexões

e contribuições para a área. Neste sentido, em nossa investigação, especificamente, tratamos do objeto de

pesquisa Componente Curricular Redação, existente nas escolas de Ensino Médio da Secretaria de

Educação do Estado – SEDUC-CE desde 2018. Para tanto, pesquisamos como o referido componente se

desenvolve em uma escola pública da rede estadual. Nesses termos, temos como objetivo geral

investigar a Redação enquanto componente curricular do Ensino Médio, considerando a proposta

curricular, o ensino do texto, o discurso do professor e a intertextualidade como estratégia

argumentativa, de modo a atuar para a elevação dos índices de boas práticas de escrita. De modo mais

específico, i) compreender como a proposta curricular de Redação do Ensino Médio normatiza e orienta

o ensino do texto à luz dos documentos oficiais. ii) interpretar o discurso do professor sobre o trabalho

no Componente Curricular de redação na sala de aula do Ensino Médio. iii) analisar a intertextualidade

como estratégia argumentativa no gênero redação para o Enem produzidos pelos alunos sujeitos da

pesquisa. Teoricamente, nosso trabalho está respaldado em Bakthin (2011, 2016), Antunes (2010),

Buzen (2006), Cavalcante (2016, 2020, 2022), Geraldi (2008, 2011), Koch (2005, 2016, 2021), Amossy

(2008, 2017, 2018), Marcuschi (2008), Schneuwly e Dolz (2004), Adam (2019), Bezerra (2017), dentre

outros. Além disso, abordamos também os documentos oficiais tais como PCN (1998), PCNEM

(1999/2000), PCN+ (2002), OCEM (2006) e BNCC (2018), direcionando nosso olhar para as

orientações sobre ensino do texto. Como percurso metodológico, destacamos a pesquisa qualitativa, com

método indutivo, utilizando os instrumentos de coleta de dados: a proposta curricular de redação das três

séries do ensino médio do campo de pesquisa, a observação de aulas e produção de notas de campo, as

vinte e uma redações produzidas pelos alunos da terceira série e as duas entrevistas com as duas

professoras de redação que tiveram suas aulas observadas. Quanto aos resultados, as propostas

curriculares dialogam com os documentos oficiais para o ensino, sugerindo um trabalho a partir dos

gêneros, os quais podem ser associados a todos os campos de atuação social propostos pela BNCC

(2018), contudo, literalmente, as propostas analisadas não orientam as formas de circulação social dos

gêneros, ficando à critério dos professores essa decisão. Também, orienta práticas de ensino do texto

variadas, de maneira processual, as quais consideram as condições de produção, produção de texto,

recursos da escrita, projeto textual, coesão e coerência, limitando-se a produção escrita, em detrimento

de outras formas de produção. A avalição também é orientada de maneira processual, contínua e

sistemática baseada nas produções textuais. A metodologia e conteúdos revelam práticas de ensino

semelhantes desde a primeira série até a terceira, acrescentando-se práticas de ensino do texto

específicas para a redação do ENEM como debates de temas, correções de redação e o desenvolvimento

do concurso Chego junto, chego a 1000!. No que se refere às entrevistas associadas as notas de campo,

os resultados confirmam as orientações das propostas curriculares, nas quais as professoras entrevistadas

revelam em seus discursos práticas de ensino do texto diversificadas, que contemplam outras práticas de

linguagem, tais como, leitura, escuta, oralidade em associação à produção de texto, como forma de

contribuir para uma melhor forma de dizer. Além disso, revelam um ensino bastante direcionado para o

gênero redação do ENEM através de um ensino pautado pela aquisição de repertório sociocultural,

produção, correção e reescrita de redações. A partir da análise de conteúdo das entrevistas realizada pelo

software IRAMUTEQ identificamos que as palavras redação, aluno, aula e ENEM são as mais

recorrentes e demarcam o lugar de predominância do gênero redação do ENEM no ensino ofertado pelas

professoras. Também revelam um ensino focado na sequência textual argumentativa, na aquisição pelos

alunos de conhecimentos diversos, pautado nas etapas de produção, correção e reescrita. Ainda, tais

etapas encontram dificuldades de acontecerem devido ao grande número de alunos, como também ao

pouco tempo de planejamento destinado a cada professor. Em relação as redações produzidas pelos

alunos da terceira série do Ensino Médio, os resultados revelam que as intertextualidades como

estratégias argumentativas são bastante utilizadas diante do projeto textual construído, com

predominância para as intertextualidades estritas de copresença paráfrase, seguida da intertextualidades

ampla de imitação de gênero, intertextualidades ampla alusão ampla, ainda a presença de

intertextualidades estritas de copresença citação e alusão, demostrando o uso frequente dessas

intertextualidades como estratégias argumentativas na redação produzida, retomando os conhecimentos

enciclopédicos e atendendo a competência II e III da redação do ENEM. Em linhas gerais, nossos

resultados revelam um ensino alinhado aos documentos oficiais e com a Linguística Textual, que por se

constituir como disciplina específica na grade curricular, não desvincula a prática de linguagem

produção de texto da disciplina Língua Portuguesa do ponto de vista do ensino investigado. A separação

consiste, apenas, no tempo pedagógico destinado ao ensino do texto, mas ambos componentes

curriculares se complementam. Dessa forma, ficou evidenciado o lugar de predominância do gênero

redação do ENEM no ensino do texto orientado e ofertado.

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 7992 - CRÍGINA CIBELLE PEREIRA
Interna - 6063 - ROSA LEITE DA COSTA
Externo ao Programa - 11392 - JOSE GEVILDO VIANA - UERNExterna ao Programa - 12505 - MARIA LEIDIANA ALVES - UERNExterna à Instituição - SAYONARA ABRANTES DE OLIVEIRA UCHOA - IFPB
Externa à Instituição - CLÉCIDA MARIA BEZERRA BESSA - UFERSA
Externa à Instituição - ADY CANÁRIO DE SOUZA ESTEVÃO - UFERSA
Notícia cadastrada em: 23/03/2026 11:11
SIGAA | Superintendência de Tecnologia da Informação - STI/UERN - (84) 3315-2222 | Copyright © 2006-2026 - UFRN - app02-uern.info.ufrn.br.app02-uern