Banca de DEFESA: FRANCISCO DAVI DE LIMA VIEIRA

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : FRANCISCO DAVI DE LIMA VIEIRA
DATA : 28/11/2025
HORA: 08:00
LOCAL: Programa de Pós-Graduação em Ciências da Linguagem - PPCL
TÍTULO:

A AMEAÇA À IDENTIDADE E À LIBERDADE NAS ADAPTAÇÕES FÍLMICAS FAHRENHEIT 451 (1966) E FAHRENHEIT 451 (2018): UMA ANÁLISE DA TRADUÇÃO INTERSEMIÓTICA DO ROMANCE DE RAY BRADBURY

 


PALAVRAS-CHAVES:

Tradução intersemiótica. Adaptação fílmica. Gótico. Distopia. Sociedade do espetáculo.

 


PÁGINAS: 118
RESUMO:

A questão da construção e do ataque à identidade é objeto de estudo em muitas teorias
filosóficas nas mais variadas áreas de estudo. Este trabalho busca analisar como as adaptações
fílmicas Fahrenheit 451, dos anos de 1966 e 2018, traduzem a ameaça à identidade e à liberdade
do romance de mesmo nome, de Ray Bradbury e parte da questão “de que forma as adaptações
fílmicas Fahrenheit 451, de 1966 e 2018, traduzem a ameaça à identidade e à liberdade do
romance de Bradbury?”. Busca-se, assim, investigar a construção da ameaça à identidade e à
liberdade no romance Fahrenheit 451 (1953), analisar a construção do gótico e da distopia, em
especial, suas interseções, no romance distópico e investigar como os filmes traduzem tais
aspectos, o gótico e a distopia, do romance homólogo. O livro tem como premissa uma
sociedade em que a leitura de textos literários é proibida pelo aparato estatal e os bombeiros
têm a função de incendiar os livros em vez de extinguir o fogo. Diferentemente de outras obras
distópicas, a censura e o desinteresse pela literatura partem da maioria dos habitantes da cidade.
A escolha pela temática e corpus se dá pelo caráter especulativo do universo criado por
Bradbury, que denuncia a perda de direitos básicos desencadeada ação e conivência da maioria
da população. A pesquisa é classificada como sendo qualitativa de caráter analítico-descritivo
e se filia aos estudos da adaptação fílmica enquanto tradução intersemiótica, segundo autores
como Hutcheon (2013), Sanders (2006) e Stam (2006). Também engloba a área da literatura
distópica, segundo autores como Claeys (2017) e Matos (2017), e da literatura gótica, com
Punter (2013), Punter e Byron (2004) e Ribeiro (2021), por exemplo, utilizando o ataque à
identidade como um dos aspectos comuns aos dois campos literários. A pesquisa também se
embasa nas teorias da sociedade do espetáculo de Debord (2003), das sociedades de massas de
Ortega y Gasset (2001), da Indústria Cultural de Adorno e Horkheimer (2014) e a tirania da
maioria de Mill (2017) e Tocqueville (2019). A análise mostra que a adaptação fílmica de 1966
traduz a ameaça à identidade e à liberdade fazendo-se valer da ampliação do papel das
personagens Clarisse e Linda, permitindo o vislumbre de como o sistema distópico atua no
ambiente escolar e como os agentes repressivos, entre eles os bombeiros, atuam na manipulação
e eliminação de ameaças ao Estado. O filme de 2018 reformula o universo de Bradbury,
nomeando a maioria e a minoria para se apoiar na ideia de marginalização e de vulnerabilização
para traduzir os aspectos analisados. A utilização de teorias pós-estruturalistas da tradução e
adaptação para a análise do corpus são as mais adequadas para um estudo que não realize juízos
de valor dos objetos estudados, que considere aspectos extralinguísticos e que reconheça o ato
de traduzir e adaptar como não-neutros.

 


MEMBROS DA BANCA:
Externo à Instituição - ELVIO PEREIRA COTRIM DE FREITAS
Presidente - 5327 - EMILIO SOARES RIBEIRO
Externa à Instituição - NATHALIA SORGON SCOTUZZI
Notícia cadastrada em: 25/11/2025 10:50
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