Banca de QUALIFICAÇÃO: ANA LAURA CÂMARA MARQUES

Uma banca de QUALIFICAÇÃO de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : ANA LAURA CÂMARA MARQUES
DATA : 31/07/2026
HORA: 14:00
LOCAL: meet.google.com/miu-vyyg-csp
TÍTULO:

LEGITIMIDADE MATERNA NA ADOÇÃO: Uma Análise Narrativa das Experiências de Mães por Via da Adoção na Escolha e Vivência da Maternidade no Brasil Contemporâneo (pós-2010)


PALAVRAS-CHAVES:

Maternidade por via da adoção. Legitimidade materna. Puerpério adotivo. Narrativas femininas. Interdisciplinaridade.


PÁGINAS: 69
RESUMO:

Esta pesquisa qualitativa em Ciências Sociais e Humanas problematiza as pressões socioculturais em torno da maternidade biológica e sua influência na construção da legitimidade materna por via da adoção no Brasil contemporâneo, com ênfase no puerpério adotivo. A literatura indica que a valorização hegemônica do laço consanguíneo tende a produzir hierarquias entre maternidades, um cenário que convoca a investigação sobre como mães por via da adoção vivenciam tais expectativas. Apoiando-se em debates sobre maternidade compulsória, patriarcado, biopoder, interseccionalidade e modernidade líquida, o estudo tem como objetivo geral problematizar de que modo essas pressões tensionam a constituição da identidade materna e dos vínculos afetivos. Especificamente, busca-se: mapear motivações para a escolha da adoção; interrogar como críticas sociais moldam a percepção da legitimidade materna, considerando dinâmicas de raça, classe e gênero; e explorar as estratégias de resistência, ressignificação e pertencimento mobilizadas pelas participantes. Metodologicamente, adota-se a abordagem narrativa feminista, com entrevistas em profundidade com mulheres adultas (≥18 anos) que vivenciaram o puerpério adotivo. Os dados serão examinados por meio de análise híbrida narrativa e temática, tendo como horizonte analítico categorias como legitimidade materna e pertencimento, articuladas por um referencial que recusa reducionismos biológicos. A partir de relatos preliminares, a pesquisa parte da hipótese de que a centralidade da biologia na definição social de “mãe de verdade” impõe desafios singulares à maternidade adotiva, buscando compreender, na singularidade das narrativas, como essas mulheres tensionam, ressignificam ou se apropriam do ideal materno hegemônico. A pesquisa, classificada como de risco mínimo (Res. CNS 466/2012 e 510/2016), espera contribuir para a desnaturalização da maternidade compulsória e para o reconhecimento da adoção como forma plena de parentalidade, ampliando o debate sobre maternidades plurais no contexto brasileiro.


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 1889 - AILTON SIQUEIRA DE SOUSA FONSECA
Notícia cadastrada em: 27/07/2026 12:36
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