Banca de DEFESA: LILIANE SONARA DE SOUSA GOMES

Uma banca de DEFESA de MESTRADO foi cadastrada pelo programa.
DISCENTE : LILIANE SONARA DE SOUSA GOMES
DATA : 01/07/2026
HORA: 19:30
LOCAL: remoto, através do meet.
TÍTULO:

AS REPRESENTAÇÕES SOBRE A LUTA ARMADA DURANTE A DITADURA
CIVIL-MILITAR BRASILEIRA NAS NARRATIVAS DO JORNAL DIÁRIO DE NATAL (1969 - 1973)

 

 


PALAVRAS-CHAVES:

Diário de Natal; Representações; Luta Armada; Esquerda armada.


PÁGINAS: 93
RESUMO:

A presente pesquisa tem por objetivo central a analise das representações sobre a Luta
Armada no Brasil durante a Ditadura civil-militar construídas nas narrativas jornalísticas do
periódico natalense Diário de Natal, bem como quais impressões o jornal teceu sobre esses
grupos e suas ações. A pesquisa também busca mapear os principais grupos revolucionários
presentes nas publicações do periódico e os eventos referentes à atuação dessas organizações.
Diante disso, coloca-se como problema central: como o Diário de Natal construiu
representações sobre a Luta Armada e seus sujeitos em um momento de radicalização do
regime autoritário iniciado em 1964? Para a construção da escrita, utilizou-se o conceito de
representação do historiador Roger Chartier, compreendendo-as como elementos constitutivos
do mundo social e tendo como fonte histórica o jornal Diário de Natal. A fundamentação
bibliográfica apoia-se em Chartier para o referencial teórico e na historiografia sobre a
ditadura civil-militar e a luta armada no Brasil, com destaque para obras de Gorender, Ridenti,
Rollemberg, Carlos Fico, Marcos Napolitano e Rodrigo Patto Sá Motta. Quanto à
metodologia, adotou-se a análise de conteúdo proposta por Laurence Bardin, aplicada ao
material jornalístico entre o período de 1969 a 1973, disponível na Hemeroteca Digital da
Biblioteca Nacional. As analises revelaram que o Diário de Natal construiu representações
negativas acerca da Luta Armada, atribuindo sentidos criminais às suas atividades e
apresentando seus militantes como agentes de perigo à ordem social. Ao classificá-los como
subversivos, comunistas e terroristas, o periódico colaborou com a narrativa do regime,
alimentando estigmas e medo em torno de suas ações. Por fim, a pesquisa aponta que os
grupos revolucionários não apenas se colocaram como frente de resistência à ditadura, mas
disputaram um projeto político alternativo para o país, contribuindo para o estudo dos
movimentos revolucionários no Brasil.

 


MEMBROS DA BANCA:
Presidente - 5373 - ANDRÉ VICTOR CAVALCANTI SEAL DA CUNHA
Interno - 4245 - FRANCISCO FABIANO DE FREITAS MENDES
Externo à Instituição - MAIRON ESCORSI VALÉRIO - USP
Notícia cadastrada em: 18/06/2026 09:10
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