PESQUISA-FORMAÇÃO COM OS ALFALETRAMENTOS NA EDUCAÇÃO BÁSICA
Pesquisa-formação; Alfabetização; Alfaletramentos; Cibercultura.
Este estudo consiste em uma pesquisa-formação no contexto da cibercultura, objetivando analisar como a criação de ambiências com os alfaletramentos podem contribuir com a alfabetização de crianças do 2º ano de uma escola pública de Angicos/RN. Como objetivos específicos temos: a) compreender os sentidos que a professora da turma de 2° ano atribui ao processo de alfabetização; b) analisar as práticas de alfabetização presentes na didática da professora da turma de 2º ano do ensino fundamental e c) construir ambiências formativas que potencializem o processo de alfabetização a partir da interação com os textos multimodais em contexto de cibercultura. Para o alcance destes objetivos adotamos uma abordagem que valoriza a diversidade epistemológica, considerando os diferentes modos de produção e construção de saberes, os quais envolvem a auto-hetero-eco-metaformação. Como inspirações teórico-epistemológicas e metodológicas nos amparamos na pesquisa-formação (Josso, 2004; Macedo, 2010; Santos, 2014), nas epistemologias multirreferencial (Ardoino, 1998; Barbosa, 2012) e com os cotidianos (Alves, 2008) e nos estudos sobre alfabetização (Soares, 2023) e múltiplos letramentos (Cope e Kalantzis, 2000; Buzato, 2006; Rojo; Moura, 2012). A partir dos resultados da pesquisa compreendemos que é possível a integração de diferentes suportes e dispositivos no processo de ensino-aprendizagem de crianças em fase de alfabetização. As práticas multimodais se mostraram potentes para promoção de avanços na consciência fonológica, uma vez que desafiam a leitura, a interpretação, a construção de sentidos e registros através da mobilização de um repertório rico e plural, diretamente ligado às experiências cotidianas das crianças com a cultura escrita. De outro modo, a pesquisa mostrou a necessidade de uma infraestrutura mínima nas escolas, para que as práticas de alfaletramentos sejam efetivamente implementadas. O trabalho pedagógico que se propõe a dialogar com a cultura digital demanda condições formacionais, materiais e estruturais, acesso a dispositivos, acesso a conectividade, ambientes escolares adequados, além de políticas educacionais que garantam a continuidade das ações.