EDUCAÇÃO POPULAR EM SAÚDE PARA PESSOAS COM ÚLCERA VENOSA: CONSTRUÇÃO DE TECNOLOGIA EDUCATIVA NO CONTEXTO DA ATENÇÃO PRIMÁRIA À SAÚDE EM TERRITÓRIO RURAL
Educação em saúde; Úlcera varicosa; Tecnologia educacional; Participação da comunidade.
A úlcera venosa (UV) exige cuidado prolongado e pode produzir dor, restrições funcionais e dificuldades adicionais para pessoas residentes em áreas rurais. A UV exige cuidado prolongado e pode produzir dor, restrições funcionais e dificuldades adicionais para pessoas residentes em áreas rurais, onde a Atenção Primária à Saúde (APS) desempenha papel fundamental na coordenação do cuidado, apesar dos desafios relacionados ao acesso e à continuidade da assistência. Objetivou-se construir uma tecnologia educativa para pessoas com úlcera venosa em comunidades rurais de Tangará/RN, fundamentada na Educação Popular em Saúde (EPS). Desenvolveu-se um estudo qualitativo com oficinas educativas e apoio de diário de campo, valorizando a escuta, a experiência cotidiana e a construção coletiva do conhecimento. Foram realizados quatro encontros educativos, nos quais os participantes apresentaram saberes sobre a ferida, práticas domésticas, crenças, dificuldades impostas pelo trabalho rural, experiências de dor, apoio familiar e barreiras de acesso aos serviços. O primeiro encontro estabeleceu vínculo; os encontros seguintes aprofundaram práticas de cuidado, organizaram os fatores que ajudavam ou dificultavam a cicatrização e definiram conteúdos, linguagem e formato do produto. As discussões desenvolvidas nas oficinas possibilitaram definir, de forma participativa, os conteúdos, a linguagem e o formato do Produto Técnico-Tecnológico (PTT). Como resultado desse processo, elaborou-se a lâmina educativa "Úlcera venosa: como cuidar da sua ferida no dia a dia", organizada em cinco páginas sobre compreensão da úlcera, cuidado da ferida, proteção das pernas, sinais de alerta e cuidado compartilhado com a família e a equipe de saúde. A construção participativa aproximou as orientações profissionais das condições concretas das comunidades rurais e favoreceu um recurso curto, visual e de consulta rápida para uso na atenção primária à saúde (APS). Conclui-se que a tecnologia pode apoiar consultas, procedimentos, visitas domiciliares e atividades educativas relacionadas à UV, no contexto da APS em territórios rurais.