ENSINO DE FILOSOFIA E INCLUSÃO: IGUALDADE E EMANCIPAÇÃO EM O MESTRE IGNORANTE DE JACQUES RANCIÈRE
Igualdade; Filosofia; Inclusão.
Esta pesquisa tem como foco a inclusão significativa de estudantes com deficiência nas aulas de Filosofia do Ensino Médio, a partir do princípio da igualdade das inteligências, conforme proposto por Jacques Rancière em sua obra O Mestre Ignorante. O estudo será realizado com 10 estudantes das turmas do 2º ano da Escola Estadual de Tempo Integral José Augusto (EETIJA), composta por estudantes com e sem deficiência, incluindo jovens com transtornos do neurodesenvolvimento e dificuldades de aprendizagem. A investigação é de natureza qualitativa, com abordagem de estudo de caso. Temos como hipótese de que estratégias pedagógicas baseadas na “igualdade das inteligências” contribuem para melhorar o engajamento e o desempenho dos alunos com deficiência nas aulas de Filosofia. O objetivo geral é desenvolver e avaliar a proposta das “experiências de pensamento” em sala de aula, assumindo a “igualdade das inteligências” como pressuposto a ser verificado na prática filosófica. Ao investigar os efeitos de uma prática docente que rompe com a lógica da explicação e da hierarquia entre mestre e aluno, a pesquisa pretende compreender de que forma o ensino de Filosofia pode favorecer a construção de uma escola mais democrática e inclusiva. A proposta valoriza a escuta, a autonomia e o reconhecimento das singularidades dos estudantes, reafirmando o compromisso com o direito de todos à aprendizagem.