O Efeito de Unruh e suas implicações na Cosmologia Moderna.
Gravidade entrópica; Efeito Unruh; Expansão acelerada; Tensão de Hubble.
O modelo $\Lambda$-CDM tornou-se alvo de grandes discussões para a Cosmologia Moderna, problemas como a tensão na constante de Hubble entre outros têm sido abordados. Nessa perspectiva, fazemos um estudo de como é possível tratar a energia escura, representada pela componente desse modelo, por aspectos termoestatísticos do Universo. Partindo do efeito Unruh, foi possível associar dinâmica a grandezas termodinâmicas (energia, entropia e temperatura). Baseando-se na gravitação entrópica e na dedução das equações de Friedmann via efeito de Unruh, foi usado um trabalho recente sobre meios alternativos de explicar a tensão de Hubble para produzirmos um modelo cosmológico sem a dependência da componente exótica de energia escura e com um parâmetro estatístico. Este modelo, nomeado de q-modelo, foi testado de duas formas: no primeiro caso consideramos o $H_0$ fornecido por SH0ES e foi possível obter os seguintes valores $h = 0,710 \pm 0,009$ e $\Omega_g = 0,645 \pm 0,013$ para a constante de Hubble reduzida e para o parâmetro estatístico, respectivamente; no segundo caso foi utilizando apenas cronômetros cósmicos sem estipular um valor para $H_0$, fornecendo os seguintes resultados $h = 0,628 \pm 0,021$ e $\Omega_g = 0,587 \pm 0,024$. O modelo demonstrou uma correlação positiva entre o $h$ e $\Omega_g$ nos dois casos, indicando uma dependência entre esses parâmetros, o que pode significar uma dependência estatística da taxa de expansão do Universo. Além desses resultados, foi realizado um breve comparativo entre medidas locais (SH0ES), medidas globais (Planck) e do modelo proposto (q-modelo) referente a $h$, mostrando que o modelo ameniza a tensão de Hubble nos dois casos.