Gravidade massiva de Visser à luz das observações cosmológicas atuais
Cosmologia; Gravidade massiva; Modelo de Visser; Massa do gráviton; Inferência Bayesiana; Tensão de Hubble.
A descoberta da expansão acelerada do Universo motivou a busca por alternativas à constante cosmológica, entre elas as teorias de gravidade massiva. Neste trabalho, investigamos a viabilidade cosmológica do modelo de grávitons massivos de Visser (MGCDM), no qual a aceleração tardia emerge da dinâmica de um gráviton de massa mg sem a introdução explícita de energia escura. Impomos vínculos observacionais sobre mg e demais parâmetros cosmológicos por meio de uma análise Bayesiana via Monte Carlo por Cadeias de Markov (MCMC), utilizando dados de Supernovas do tipo Ia (Pantheon+, DES-Dovekie e Union3), Oscilações Acústicas de Bárions do DESI DR2, Cronômetros Cósmicos, o prior de Nucleossíntese Primordial e o parâmetro de shift da CMB do Planck 2018. Para a combinação mais completa, obtemos mg = (1,09±0,003)×10−32eV, em concordância com os limites reportados pelo Particle Data Group. Os resultados indicam que o modelo de Visser permanece compatível com observações recentes e recupera o cenário padrão no limite mg → 0, embora reproduza a tensão de Hubble observada entre sondagens locais e do universo primordial.